O rio Batalha está começando a sentir os efeitos do calor e do tempo seco registrados nos últimos dois meses em Bauru. A cada dia, o nível do rio desce 1cm em razão dos baixos índices pluviométricos e das altas temperaturas, que fazem com que a água evapore mais rapidamente. Há cerca de 15 dias, para que o nível da lagoa de captação permanecesse dentro do normal, as duas comportas da represa foram totalmente fechadas. Antes, elas permaneciam abertas durante a madrugada, período em que há menor consumo de água. Das três bombas que retiram a água do rio, apenas duas estão em funcionamento por não ter condições de operar com o nível de água no limite.
O extravasor, que também estava aberto, foi fechado há cerca de cinco dias como medida para tentar recuperar o nível da represa. Também chamado de ‘ladrão’, o extravasor é o responsável por escoar a água quando o nível da lagoa excede ao normal. “Tudo o que está vindo do rio nós estamos captando para o abastecimento público”, diz o diretor de produção do DAE, José Brazoloto.
O trabalho de retirada de taboa, vegetação que consome muita água, da lagoa de captação do DAE também tem dado um ‘fôlego’ a mais para o abastecimento, segundo Brazoloto. “Com isso, o fluxo do rio corre normalmente e esse trabalho é o que tem nos mantido nesse período sem chuvas”, observa.
O rio Batalha abastece 40% de Bauru. O restante da cidade recebe água dos 29 poços profundos que retiram água do Aqüífero Guarani. Apesar de o DAE ainda não cogitar a possibilidade de racionamento, Brazoloto se mostra apreensivo com a diminuição do nível da lagoa e orienta a população a consumir água com consciência. “Recomendamos evitar lavar calçadas e carros, evitar o uso de mangueiras para regar o jardim e que a água seja destinada exclusivamente para consumo pessoal, para higiene diária e alimentação. Se a população não começar a economizar água, dentro de uns 15 dias poderemos ter problemas”, frisa.