Pirajuí - A Polícia Civil de Pirajuí (58 quilômetros de Bauru) investiga a morte da agente penitenciária Neiva Maria da Cruz da Silva, 41 anos, cujo corpo foi encontrado ontem em sua casa com uma perfuração de bala nas costas.
Segundo o investigador José Emílio Marmol, muitas pessoas foram ouvidas pela delegada Rosimeire Bárbara durante todo dia, mas ainda não foi possível apontar as causas do crime, que teria ocorrido entre às 18h e 19h30 da última sexta-feira. “Estivemos no local com a Polícia Técnica, mas não há um laudo conclusivo do Instituto Médico Legal”, diz Marmol.
De acordo com informações da polícia, Neiva, que trabalhava na Penitenciária II de Pirajuí, foi vista pela última vez com vida ao chegar em sua casa, na Vila Abel, por volta das 18h de sexta-feira, após o trabalho.
Ela havia sido convidada por uma vizinha para um churrasco naquele dia, mas não compareceu. Algumas pessoas teriam ido à casa de Neiva para saber a razão de sua ausência, mas ninguém atendeu a campainha. Da rua, era possível ouvir o aparelho de som ligado em volume muito alto, que depois parou, segundo testemunhas.
A falta de Neiva só foi sentida novamente ontem pela manhã, quando ela não apareceu para trabalhar na P2. “Ligaram para parentes dela, que foram até a casa e encontraram o corpo”, conta Marmol.
Sem sinais de luta
Segundo o investigador, o corpo da agente, já em estado de decomposição, estava na sala de casa com um ferimento nas costas, provavelmente provocado por uma bala calibre 38, na altura do pulmão direito.
Outro tiro foi disparado, atingindo o batente de uma porta que fica entre o cômodo e a cozinha.
Não existiam sinais de luta ou desorganização na residência e nenhum objeto de valor foi retirado de lá, de acordo com as investigações policiais.
Segundo o investigador ainda é cedo para apontar o que teria levado a agente a ser assassinada.
A Polícia Civil de Pirajuí trabalha com várias hipóteses, que vão da tentativa de assalto à vingança, sem descartar um possível crime passional. Neiva era separada e morava sozinha, já que seus filhos vivem com seu ex-marido.
Depois de ser liberado pelo Instituto Médico Legal (IML) de Bauru, o corpo da agente penitenciária seguiu para o sepultamento em Reginópolis, onde reside a sua família.