Caracas - Dois dias depois de anunciar a criação de uma “CPMF” venezuelana por apenas dois meses, o governo Hugo Chávez voltou atrás e disse que o novo imposto será cobrado até o final do ano que vem.
A medida prevê uma alíquota de 1,5% sobre transações financeiras apenas para empresas e entrará em vigor em novembro.
Na Gazeta Extraordinária de segunda-feira, havia a informação de que o imposto vigoraria até o final de 2008, mas o governo Chávez disse no mesmo dia que havia um erro de redação.
Ontem, um comunicado o Ministério das Finanças corrigiu a correção.
Rompimento político
Chávez, rompeu com um partido político que já foi o segundo maior de sua coalizão, e chamou os ex-aliados de “traidores” e “covardes”.
A tentativa de Chávez de fundir os vários partidos esquerdistas em um único partido socialista liderado por ele e de reformar a Constituição para eliminar todos os limites à duração do mandato presidencial acabou afastando alguns aliados, como o partido Podemos, que aos poucos foi perdendo a simpatia do presidente.
“Fora com os traidores, covardes, falsos, corruptos, ambiciosos e mesquinhos”, disse Chávez num ato público do seu recém-criado Partido Socialista Unido da Venezuela, anteontem.
“Se ainda houver gente honesta naquele partido, que saia logo, porque depois vai ser tarde demais.”
O líder do Podemos, Ismael García, criticou recentemente a proposta de reforma constitucional de Chávez, que eliminaria a limitação a dois mandatos seguidos do presidente no poder.