10 de julho de 2026
Nacional

Lombalgia afeta quase 60% dos caminhoneiros, aponta pesquisa

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

São Paulo - Pesquisa realizada pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) aponta que longas jornadas de trabalho estão causando problemas de lombalgia (dores nas costas) em quase 60% dos motoristas de caminhão paulistas.

O estudo mostra também que 17,4% dos caminhoneiros já faltaram ao trabalho pelo menos uma vez por causa do problema. Em alguns casos analisados pelo Hospital das Clínicas o período de afastamento chegou a 240 dias. Participaram da pesquisa 410 motoristas do sexo masculino. Todos eles tinham uma carga de trabalho de dez horas por dia, em média. Um dos requisitos para fazer parte do estudo foi não ter histórico de lombalgias antes do início da atividade nas estradas.

A fisioterapeuta Silvia Andrusaitis diz que várias circunstâncias podem gerar ou agravar as dores nas costas, como permanecer sentado por tempo prolongado, expor-se às vibrações causadas por buracos nas rodovias, realizar inclinações e rotações bruscas do tronco, carregar objetos pesados e trabalhar sem intervalos adequados de relaxamento.

As dores originadas pela lombalgia também podem propagar-se para os membros inferiores. Esta irradiação foi manifestada por 33,9% dos caminhoneiros atingidos pelas lombalgias. “Esta média é maior do que a encontrada na população em geral”, relata a fisioterapeuta Silvia.

As lombalgias são uma das principais causas de afastamento do trabalho no país, segundo a Secretaria da Saúde do Estado. O estudo do Hospital das Clínicas também indica níveis de sedentarismo preocupantes entre os motoristas de caminhão - 77% dos caminhoneiros pesquisados não praticam nenhum tipo de atividade física regularmente.