• Danos milionários
A administração pública deve discutir, checar e conferir, em todas as instâncias possíveis, casos em que eventual prejuízo causado a um cidadão tenha como conseqüência o pagamento de indenizações milionárias. O caso da ação judicial ainda de 2003 (revelado há dias pelo JC) que discute danos contra um imóvel em Bauru, tidos como provocados por problemas na rede coletora do DAE, passa em muito do bom senso.
• Irresponsabilidade
Basta verificar que a sentença original de R$ 12,2 mil reais para cobrir a reforma do imóvel gerou uma pendência cuja discussão já envolve mais de R$ 400 mil, como mostra matéria na página 3. É por esta e outras razões que é necessária a discussão urgente do papel da Procuradoria Jurídica como suporte do interesse público. Neste caso há um questionamento sério por perda de prazo. E o que se pergunta é: por que não houve acordo para sanar este episódio antes dele se tornar um monstro de R$ 400 mil? Estão brincando com o dinheiro do povo!
• Muito imprevisível...
A direção da Fundação de Previdência (Funprev) alegou ontem que não havia como prever que os conselheiros matriculados no evento de previdência realizado na Barra Bonita, em agosto passado, não poderiam comparecer, conforme mostrou a coluna ontem. A fundação alega que os três conselheiros tiveram "excesso de trabalho" no período, o que gerou a necessidade de descartar o comparecimento ao evento. Já sobre a despesa com veículos, a Funprev defende a medida para eventos de treinamento e reciclagem na área.
• Segredo dos russos
Um segredo tecnológico russo estaria travando a possibilidade de Bauru contar com a cápsula utilizada pelo astronauta Marcos Pontes em sua viagem especial. A informação é do deputado federal Sérgio Nechar (PV), que revelou que os russos estariam resistindo em ceder o equipamento (atualmente em uma base sediada naquele país) ao governo brasileiro em virtude do mesmo contar com um material de revestimento contra aquecimento considerado “segredo de Estado”. A palavra final será do presidente Vladimir Putin.
• Defesa da assessoria
Apesar de alguns já terem “torcido o nariz” diante do anúncio da prefeitura de que a Secretaria de Educação contratará uma assessoria para auxiliar na elaboração do Plano Municipal de Educação, a vereadora Majô Jandreice (PC do B) não vê problemas no fato. “Muitos acham isso um absurdo, mas quando se necessita pode-se lançar mão de uma assessoria. Se é para melhorar, aperfeiçoar e entender, o que nem sempre as pessoas conseguem, dá para ter assessoria. Mas não dá para ter uma assessoria para partir do zero”, ponderou.
• Definição rápida
Jandreice também cobrou maior rapidez na definição do plano educacional. “No primeiro semestre, a secretária (Ana Daibem) disse que apresentaria no segundo semestre um pré-projeto, mas recentemente afirmou que isso ocorrerá só no começo de 2008. Cada momento é uma fala e acho que tem de uniformizar e verificar direito o que está ocorrendo, pois como há muita coisa sendo falada, cada dia gera-se mais dúvidas e especulações”, criticou a vereadora.