10 de julho de 2026
Polícia

Suposta casa de prostituição de menores é descoberta pela DIG

Luiz Galano
| Tempo de leitura: 2 min

Uma casa, possivelmente usada para exploração sexual de menores, foi desbaratada anteontem pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG). Na casa situada no Parque Bauru, existiam diversos vestígios de prostituição, como preservativos usados, álcool, colchões revirados, fotos pornográficas e vestígios de utilização de drogas. Ao todo, 12 pessoas estavam no local: sete homens maiores de idade (um com passagem pela polícia), quatro garotas de 11 a 17 anos e um menino de apenas 2 anos de idade.

O ponto, localizado na quadra 1 da rua Márcio Fernandes Spagnol, foi descoberto após uma semana de investigação da DIG. A operação contou com dez policiais e foi deflagrada no início da noite de quarta-feira, motivada pela possibilidade de que no local estaria escondido um detento procurado por não retornar à prisão após a última saída temporária, no feriado de 12 de outubro, informação não confirmada após o término da ação.

Segundo o delegado Titular da DIG, Abel Cortez, são muitas as evidências de que o local era usado como local de prostituição. No entanto, no momento da ação não foi configurado o flagrante e nenhum dos detidos confessou a ocorrência de práticas sexuais na casa. Por isso, o proprietário do imóvel, L.A.F., garçom de 19 anos, bem como todos os envolvidos, foram liberados logo após a operação.

“Temos informações precisas sobre a movimentação na casa e também os dias em que supostamente ocorria a prática. Agora será instaurado inquérito para apurar se o local era realmente usado para prostituição”, explica Abel Cortez.

Segundo a delegada Cássia Regina Cancian Machado, da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), que deu apoio à operação, caso a suspeita seja confirmada, o proprietário do imóvel poderá responder por corrupção de menores, correndo o risco de ser preso. “Faremos inclusive requisição de exames que possam comprovar a prática sexual, o que configuraria que o local era realmente utilizado para prostituição”, afirma.

Um fato destacado pela delegada é falta de informação dos pais das menores a respeito do paradeiro das jovens. “Todos eles negaram que as filhas estivessem envolvidas em prostituição”, afirma Cássia.