O Jardim Botânico (JB) de Bauru, que mantém o Orquidário, a Praça de Plantas Medicinais e o Herbário, agora terá mais um espaço para plantas. Hoje, às 9h, será inaugurado um recinto para coleção de pteridófitas, grupo de plantas no qual se incluem as samambaias. Somente na mata do JB foram catalogadas, inicialmente, 54 espécies, que apresentam diferentes formas de caules e folhas, desde as mais delicadas, como as avencas, até as plantas arbóreas de caule rústico e folhas coreáceas, conta o diretor do JB, Luiz Carlos de Almeida Neto, ressaltando que no mundo todo são cerca de 12 mil espécies identificadas.
Também na mesma solenidade serão entregues a Praça Central e o Laboratório de Horticultura, espaços voltados à educação ambiental oferecida pelo parque. Almeida Neto explica que o novo recinto foi construído a partir do projeto “Pteridophyta: Educação e Conservação”, premiado pelo programa “Investing in Nature”, coordenado pela Botanic Garden Conservation Internacional (BGCI), com sede na Inglaterra, e pela Rede Brasileira de Jardins Botânicos (RBJB), com patrocínio do HSBC.
O objetivo do recinto para coleção de pteridófitas é proporcionar ao público maior conhecimento sobre esse grupo vegetal, que ocupa um importante papel na evolução dos seres vivos no planeta. Construído com eucalipto tratado, o recinto da nova coleção ocupa 315 metros quadrados e abriga até o momento 310 plantas.
O projeto “Pteridophyta: Educação e Conservação” abrange o público em geral, mas inicialmente o trabalho educativo é direcionado aos alunos de 1ª a 8ª séries das escolas situadas no entorno do Jardim Botânico (escolas estaduais Azarias Leite, Francisco Alves Brizola e José Ranieri, Emeis Lourdes Colnaghi e Dirce Guedes e Núcleo de Ensino Renovado).
Nestas unidades de ensino haverá apresentação de palestras, com uso de material didático desenvolvido pela equipe de educação ambiental do Jardim Botânico. Posteriormente, os alunos vão visitar a nova coleção de plantas. As visitas, em torno de 60 grupos envolvendo 2.756 alunos, serão custeadas pelo prêmio recebido, correspondente a 15 mil libras esterlinas.
Construída em área anexa ao recinto, a Praça Central tem 600 metros quadrados e objetiva ampliar os espaços de lazer destinados ao público que freqüenta o Jardim Botânico. Assim como o recinto para a coleção de pteridófitas, o Laboratório de Horticultura faz parte do projeto do Jardim Botânico Municipal de Bauru, premiado pelo programa “Investing in Nature” e é voltado para pesquisa e reprodução de espécies vegetais, incluindo as pteridófitas.
Escolas interessadas no atendimento de educação ambiental desenvolvido pelo JB podem agendar visitas monitoradas. O Jardim Botânico Municipal de Bauru está localizado ao lado do Zoológico. O espaço é aberto ao público, diariamente, das 8h às 16h30. O telefone de contato é 3281-3358.
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Parque tem 321 hectares
O Jardim Botânico (JB) de Bauru compreende um dos maiores fragmentos de vegetação natural da região Centro-Oeste do Estado de São Paulo, com 321,71 hectares e uma alta diversidade biológica. Sua área é composta por diferentes tipos de vegetação nativa, com predomínio do cerrado. Desde sua implantação, integra a Rede Brasileira de Jardins Botânicos e o seu entorno abrange a Área de proteção Ambiental Vargem Limpa – Campo Novo.
O Jardim Botânico de Bauru recebeu o primeiro sistema de tratamento de águas residuárias e esgoto na cidade. As águas residuárias dos banheiros, cozinhas e da irrigação do Orquidário e do viveiro são direcionadas ao sistema de tratamento e liberadas ao meio ambiente livres de impurezas e dejetos. O sistema completo trata, nos dias em que há maior consumo, cerca de 3 mil litros de água por dia.
A água a ser tratada cai num tanque com areia, pedras e taboa. É neste recipiente que se inicia a depuração da água. Os resíduos sólidos são represados pelas pedras e areia. As bactérias existentes nas raízes das plantas consomem a matéria orgânica. Depois disso, a água vai para um lago com peixes e algas.
O tratamento de esgoto do JB é resultado de uma parceria entre Secretaria do Meio Ambiente e o Grupo de Estudos em Alagados Construídos, da Unesp, de Bauru.