08 de julho de 2026
Nacional

Comédia tem tom honesto e hilário

Por Pedro Butcher | Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Seth Rogen e Evan Goldberg começaram a escrever o roteiro de “Superbad - É Hoje” aos 13 anos. Mais adiante, Rogen sentiu o gostinho do fracasso ao lado de Judd Apatow e Greg Mottola, quando trabalharam na série “Undeclared” (2001). Quatro anos depois chega a hora da virada: “O Virgem de 40 Anos” (que traz Rogen em um dos papéis principais) torna-se um sucesso inesperado e alavanca a carreira de Apatow como diretor e produtor.

Esse ano, “Ligeiramente Grávidos”, estrelado por Rogen, amplia o sucesso do “Virgem” e confirma Apatow como craque da nova comédia americana. Em “Superbad”, todos dividem os créditos (o filme é co-escrito por Rogen, dirigido por Mottola e produzido por Apatow). Seth (Jonah Hill) e Evan (Michael Cera) - não por acaso o nome dos roteiristas - se juntam ao ainda mais nerd Fogell (Christopher Mintz-Plasse) para formar o mais vigoroso trio dos filmes de adolescente recentes.

Estamos longe, portanto, de um “American Pie”. A grosseria transborda, mas o tom é diferente, bem mais honesto. “Superbad” prefere seguir as veias abertas pelo cinema dos irmãos Farrelly (“Quem Vai Ficar Com Mary?”), ainda mais orgânico e hilário. Mesmo longe da direção, é fácil reconhecer a assinatura de Apatow como produtor. “Superbad” é uma espécie de “Depois de Horas” jovem.

Tudo se desenrola como uma hilária viagem infernal de uma noite, às vezes em um bizarro tom de pesadelo expressionista. A utilização brilhante das mais manjadas técnicas da comédia americana garante seqüências hilárias, mas que nunca dispensam uma forte dose de ternura. O que faz toda a diferença.