08 de julho de 2026
Internacional

Paquistão: mortos já passam de 130

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Karachi - Benazir Bhutto prometeu ontem ficar para “viver ou morrer” com os paquistaneses, após escapar ilesa do atentado que matou pelo menos 139 pessoas nas comemorações do seu retorno.

“Esse ataque não se dirigia a mim, mas ao processo democrático”, afirmou a ex-premiê, que liderará o PPP (Partido do Povo Paquistanês) nas eleições parlamentares previstas para janeiro.

Benazir evitou responsabilizar diretamente o regime do ditador Pervez Musharraf, com o qual há meses negocia um ainda inconcluso acordo de divisão do poder, mas afirmou que simpatizantes do ex-ditador Mohammed Zia (1977-88) infiltrados na agência central de inteligência do Paquistão, ISI, teriam planejado o atentado.

O golpe do general Zia derrubou o governo Zulfikar Bhutto, pai de Benazir e fundador do PPP.

Em Dubai, o marido de Bhutto, Asif Zardari, foi mais enfático. “Nos culpamos uma agência de inteligência e exigimos ação contra ela. Não foram os militantes”, disse ele à TV Geo.

Nenhum grupo reivindicou a autoria das explosões de quinta, provocadas por uma granada e um homem-bomba. Os investigadores, que têm grupos jihadistas entre os principais suspeitos, tentam identificar o suicida - a cabeça do suposto terrorista, um homem de aproximadamente 20 anos, foi encontrada no local.

De acordo com o jornal paquistanês Dawn, o terrorista correu em direção ao veículo de Benazir instantes antes da explosão, alertando os manifestantes, aos gritos: “bomba, bomba”. Poucos conseguiram se afastar a tempo.