Tudo começou há 50 anos atrás. O menino pobre de Curuçá narrava as “peladas” dos seus amiguinhos, empunhando uma latinha de tomate. O tempo passou e ele, com a idéia fixa de ser locutor, adentrou a Rádio Terra Branca, onde, nos barrancos da periferia, cobria os jogos de várzea. Passado o tempo, tornou-se “disk-jóquei” da Auri-Verde, levando ao público a verdadeira música brasileira, batendo de frente com a enxurrada de mau-gosto de músicas do “baixo-clero”. Quando findou o contrato com o Osmar Cardoso, o inesquecível Tobias Ferreira vislumbou a possibilidade daquele inteligentíssimo jovem batalhador tornar-se um horoscopista. Trinta e cinco anos depois ele tornou-se o “fenômeno” da literatura popular, empregando centenas de pessoas, levando alegria, otimismo e fé a milhares de pessoas pelo mundo afora. A ele, nosso respeito, admiração, agradecimento pela demonstração de companheirismo, fortalecimento da esperança e a crença em dias melhores que fixa aos que o cercam. Os que criam nele, parece que advinharam que aquele sonhador seria o grande “João Bidu”. Lá no plano espiritual o “seu” Cirilo deve estar cantando: “Olha aí, é o meu guri, olha aí”.
Ismael A. Batista