Jaú - O sentimento da auxiliar administrativo Lilian Guelfi Pavani, 27 anos, expressa com clareza a situação de quem depende da telefonia celular da Claro em Jaú (47 quilômetros de Bauru): “Estou completamente ilhada”. O desabafo da cliente reflete os desencontros por causa do telefone mudo desde às 15h30 do último domingo.
Trabalhando em um importante órgão de classe de Jaú, Lilian está inconformada em ficar sem a possibilidade de contatar ou ser localizada no celular, tanto para questões profissionais quanto para as pessoais.
Durante o expediente, ela se desdobra para resolver todos os afazeres profissionais, porque dificilmente será localizada fora do escritório. “Quando saio do trabalho fico sem contato nenhum com qualquer pessoa. Tem que sair correndo para me procurar porque por telefone não me acha”, explica. Nos últimos dias, os contatos telefônicos com o marido também cessaram.
Lilian explica que é cliente da operadora há seis anos. “Mesmo antes do problema com a torre, o meu celular na rua da minha casa não funciona. Dentro de casa ele não funciona e agora nem fora”, reclama. Lilian reside na região do bairro João Balan.
Outra vítima do “apagão” telefônico foi a jovem Renata. O JC falou com sua irmã Emanuelle Coutinho que só tem como alternativa o celular do pai, Fábio, para contatar Renata. Ontem à tarde, Fábio e Renata não estavam juntos e, portanto, não havia como encontrá-la.
As pessoas que dependem do celular da Claro em Jaú e microrregião terão que ter paciência. Por meio de sua assessoria de imprensa, a operadora informou ontem que o serviço de telefonia móvel celular deve ser restabelecido hoje. “Por conta do incidente, a cidade de Jaú e circunvizinhas apresentam os serviços temporariamente comprometidos, com previsão de retorno nesta quarta-feira. A Claro pede desculpas pelo transtorno causado à população e reforça a preocupação em oferecer sempre a melhor qualidade de atendimento e de cobertura.”
Poste
A operadora esclarece que foi notificada judicialmente para a troca dos dois postes instalados na cidade tendo 90 dias para efetuar a mudança. A Justiça mandou, anteontem, a Claro retirar as torres da rua Rangel Pestana, número 1.320, na Vila Nova, e do Jardim Bernardi, instalada na rua Santa Bárbara, em um terreno de frente a um posto de combustíveis.
A empresa diz que imediatamente tomou providências e transferiu nove famílias que moram nas imediações da rua Rangel Pestana, para o Hotel Realce, onde permanecerão até que a situação seja completamente resolvida.