09 de julho de 2026
Bairros

Lixo pela janela e rua sem estrutura

Luiz Galano
| Tempo de leitura: 1 min

O empresário Jorge Luiz Koury Miranda, proprietário de uma concessionária de veículos na avenida Nações Unidas, pode ser considerado um exemplo no quesito cidadania. Ele se revolta ao lembrar de uma cena que presenciou a poucos dias nas ruas de Bauru. “Um cidadão trafegava na minha frente com um veículo caro, uma BMW de mais de R$ 200 mil, quando, de repente, jogou uma sacola de lanchonete pela janela”, conta. “É inadmissível que uma pessoa com um automóvel desses, provavelmente bem instruída, faça isso. Não dá para entender”, se indigna.

Ao contrário do “vizinho”, ele teve que viajar para Catanduva a trabalho e, durante o caminho, sentiu fome e resolveu fazer um lanche dentro do próprio carro. “Ele está até agora no chão do veículo. Aliás vou jogar fora agora”, se lembra ao conversar com a reportagem. “Se você vir o interior dos carros dos meus filhos você até se assusta, de tanto lixo que eles evitam jogar na rua”, completa.

Já o senhor José Donizete dos Santos, morador do Jardim Vitória sofre com outro problema. Ele mora na quadra 2 da rua Antônio Milagre, uma via de terra que possui dois tubos para escoamento de água. “A rua está totalmente estragada. Desde a última época de chuva não passam a máquina. Tem areia, entulho e mato”, afirma.

Neste caso ele culpa a situação da rua pelo entupimento do dispositivo responsável pela vazão de água. “Tudo acaba entrando ali e a água volta para as casas”, conta. “Se nada for feito até o início do próximo período de chuva, vamos ter que andar de barco por aqui”, ironiza.