A esperança é o assunto central de “Lá Fora”, terceiro livro que o presidente da Academia Bauruense de Letras (ABL) lança hoje, a partir das 20h30 no Centro Cultural. A obra, uma produção independente editada pela Joarte Gráfica e Editora, não pode ser classificada como de auto-ajuda, mas visa, pela natureza do tema, fazer com que o leitor se sinta estimulado a enxergar a vida de um ponto de vista mais otimista, com entusiasmo.
“Os homens estão muito desiludidos e precisam de esperança. É uma obra de motivação”, diz Zalaf. O livro é formado de uma série de textos, alguns deles escritos em primeira pessoa. “É como se o leitor tivesse escrito. São histórias, fábulas, fatos verídicos e outros imaginados que giram em torno da esperança. Em qualquer circunstância da vida não devemos perder a esperança, que é irmã gêmea da fé. A esperança não deve morrer”, filosofa o escritor.
O título do livro, escrito em um ano, explicita este ponto de vista. “Seja qual for a situação, nunca devemos deixar a esperança lá fora”, explica Zalaf. “É um livro fácil de ler, procurei fazer um texto simples para que o leitor possa absorver a informação e pensar”, conclui
Autor de “Fantasmas e Fantasias”, uma seleção de poesias e crônicas, e “Soluços na Minha Rua”, no qual relata suas experiências de vida, Munir Zalaf não chegou a concluir a escola. Chegou apenas a ser alfabetizado. O gosto e o talento para a escrita veio com muita leitura, prática que ele estimula através de palestras que ministra em escolas e instituições da cidade.
Antes de começar a escrever, Zalaf também foi ator de teatro, parceiro de Bibi Ferreira em diversas produções. Esta faceta será lembrada por ele hoje durante a apresentação do livro, através de uma homenagem ao ator Paulo Autran, que morreu no último dia 12. “Conheci o Paulo quando era ator, chegamos a estar várias vezes juntos”, lembra o escritor que irá declamar o “Monólogo das Mãos”, de Giuseppe Artidoro Giaroni, imortalizado nos palcos por Procópio Ferreira.
• Serviço
Lançamento do livro “Lá Fora”, de Munir Zalaf. Hoje, às 20h30, no Centro Cultural. Avenida Nações Unidas 8-9. Informações: (14) 3235-1312.
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Obra mística
Para Munir Zalaf, escrever sobre esperança é abordar um assunto que domina após ter passado por vários dias de internação, alguns deles em coma, no começo do ano. As experiências do período no qual permaneceu hospitalizado, principalmente dos momentos nos quais, segundo ele, foi tido como morto pelos médicos, irão fazer parte do seu próximo livro, “Cinco Sóis”, que espera lançar no ano que vem. “Será um livro místico para o qual estou fazendo várias pesquisas sobre casos de ‘quase-morte’ e experiências fora do corpo”, adianta. O nome da obra é referência a uma visão que teve no hospital. “Eu vi cinco sóis quando estava em coma. O terceiro deles me disse eu iria sair dali”, conta, emocionado.