10 de julho de 2026
Geral

ONG faz campanha na Internet para preservar floresta da Água Comprida

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

A organização não-governamental (ONG) Amigos da Terra (Friends of the Earth) entrou na defesa da floresta urbana da Água Comprida, localizada nas imediações da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru. A entidade, fundada em São Paulo em 1992 e com ambientalistas em vários países e trabalhos anteriores em Bauru, agora lançou uma campanha para pressionar os políticos a impedir a destruição da mata. A tática consiste em enviar o maior número de cartas aos vereadores e prefeito de Bauru e ao governador do Estado, José Serra (PSDB).

Na sua página na Internet, a ONG disponibiliza um modelo de carta, enumerando os motivos para preservação da mata que corre o risco de ser drasticamente reduzida caso parte da área seja loteada, para que a população assine e envie aos políticos. Automaticamente, a carta seguirá para a caixa postal dos vereadores e prefeito de Bauru e a José Serra.

Na carta, a ONG pede o tombamento da área da floresta como patrimônio natural, sugerindo que ela seja transformada em Área de Relevante Interesse Ecológico (Arie). O advogado Euríale de Paula Galvão, um dos integrantes da ONG, convida a população para participar da campanha enviando as mensagens. Os interessados em participar, moradores de Bauru ou de qualquer outra localidade, devem acessar o site da ONG, www.foebr.org. Na página inicial há um link para a campanha, inclusive com foto da mata.

Em Bauru, há um movimento em defesa da floresta da Água Comprida, área de 60 hectares de vegetação de transição entre mata atlântica e cerrado que ainda está intacta, ameaçada por empreendimento imobiliário. Várias atividades, incluindo passeatas e abaixo-assinado, já foram realizadas neste sentido.

Integram o movimento o Instituto Ambiental Vidágua, moradores da região do Jardim Colonial, representantes da Unesp, da Associação dos Geógrafos do Brasil (AGB). Os defensores da preservação da floresta já apresentaram ao Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Comdema) três estudos para tentar evitar a aprovação de projetos imobiliários na área da mata, que temporariamente estão impedidos por força de resolução estadual.

Um deles é do Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet), que versa sobre o aumento da temperatura na região da mata em dois graus após a construção de alguns residenciais. Os outros documentos são um trabalho acadêmico da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e, por final, um estudo geológico. Eles alegam que ela contém árvores protegidas por lei, abriga a nascente do córrego que faz parte da bacia do rio Batalha, regula a temperatura da região e protege o solo arenoso da erosão.