11 de julho de 2026
Esportes

Tênis: Guga nega envolvimento em manipulação de resultados

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Florianópolis - O tenista brasileiro Gustavo Kuerten, vencedor de três edições de Roland Garros, o Grand Slam disputado no saibro de Paris, negou ontem que esteja envolvido com a máfia de apostas e manipulação de resultados no circuito profissional.

A vitória de Guga sobre o italiano Filippo Volandri, pela primeira rodada do Torneio da Costa do Sauípe (BA) deste ano, é uma das 140 partidas que estão sendo investigadas pela ATP (Associação dos Tenistas Profissionais).

“Nunca fui abordado e não recebi nada de ninguém. Sempre que entro em quadra, entro para ganhar. O que me lembro, no Brasil Open, é que o Volandri estava machucado e não tinha muitas condições de jogo”, disse o atleta, citando uma suposta contusão no ombro do italiano.

A vitória sobre o Volandri foi uma das duas únicas conquistadas por Guga em torneios de simples na atual temporada. Kuerten, numero 658 do mundo, derrotou também o sul-africano Wesley Moodie, em Las Vegas (EUA).

Davydenko é multado

Principal suspeito no escândalo da manipulação de resultados no tênis, o russo Nikolay Davydenko foi multado pela ATP em US$ 2.000 (cerca de R$ 3.800) por falta de esforço contra Marin Cilic. Quarto do mundo, Davydenko foi eliminado anteontem pelo croata (102º do ranking) na segunda rodada do Torneio de São Petersburgo por 2 a 1 (1/6, 7/5 e 6/1).

Após vencer o primeiro set em apenas 27 minutos, Davydenko passou a cometer vários erros e registrou dez duplas-faltas nos últimos dois sets. Ele foi advertido pelo árbitro de cadeira, Jean-Philippe Dercq, que achou que o tenista russo estava fazendo corpo mole. “Cometi dupla-falta e perdi um game no terceiro set, e ele me disse que estava perdendo de propósito”, disse Davydenko após a partida.

“Fiquei chocado ao ouvir ele dizer isso. Como ele pode saber o que eu estava tentando fazer?”, questionou o russo. “Fiquei tão chateado com tudo isso que comecei a chorar.” De acordo com o russo, Dercq perguntou a ele sobre suas condições físicas. Inicialmente, Davydenko disse que estava bem, mas depois afirmou que o problema estava nas pernas. “Ele não poderia resolver meu problema. Disse que estava bem, mas depois contei que não conseguia me mover por causa da minha perna.”