Além de criticarem a provável modificação dos regimes da P1 e P2, os vereadores bauruenses também cobraram posições sobre a questão de autoridades ligadas ao governo estadual, como o deputado Pedro Tobias (PSDB) e o sub-secretário da Casa Civil, Rubens Cury. Também sobraram cobranças ao empresário Caio Coube (PSDB) por sua eventual amizade com o governador José Serra.
O presidente do Legislativo, Paulo Madureira (PP), foi um dos mais enfáticos. “Temos de cobrar manifestações e posições do Rubens Cury, que hoje é o terceiro homem do Estado, o Caio Coube, que é amigo do Serra, e o deputado Pedro Tobias”, frisou o progressista.
Outro que também defendeu igual comportamento foi o petebista Antonio Carlos Garmes (PTB), que atacou até mesmo um dos pré-candidatos tucanos à prefeitura, Caio Coube. “Para reverter isso temos de ter voz perante o governador. Temos em Bauru pessoas que são amigos do governador, um político que trabalha na ante-sala do governador e um pré-candidato que falou que o governador disse que ele tem de ser o candidato do partido. Nesta hora, tem um monte de gente que se finge de morto até o dia em que os problemas começam a ocorrer”, alfinetou Garmes.
Já Antonio Faria Neto (PDT) cobrou contrapartida do governo estadual à instalação das penitenciárias na cidade. “Qual a obra que o governo Serra trouxe para Bauru? Nenhuma, pois só construiu penitenciárias. Está na hora de cobrar do governador que, em vez do semi-aberto, nos dê a Nações Norte”, comparou o pedetista.
Procurado pela reportagem, o sub-secretário da Casa Civil, Rubens Cury, disse que preferia não comentar a questão, pois trata-se de um assunto fora de sua alçada.