09 de julho de 2026
Política

Maioria é contra semi-aberto na P1 e P2

Daiana Dalfito
| Tempo de leitura: 2 min

O Sindicato dos Servidores Públicos do Sistema Penitenciário Paulista (Sindcop - Região Noroeste) iniciou ontem uma campanha contra a transformação das Penitenciárias 1 e 2 de Bauru em instituições de regime semi-aberto. Durante todo o dia, voluntários e agentes penitenciários coletaram assinaturas no Calçadão da Batista. A população parece fazer coro ao Sindicop, governo municipal e lideranças políticas. Em entrevista a populares no Calçadão na tarde de ontem, a reportagem constatou que a grande maioria é contra a transformação das penitenciárias 1 e 2 em presídios semi-aberto.

“A movimentação vai continuar, a meta é coletar 100 mil assinaturas contra a modificação para o semi-aberto. Só hoje (ontem), até agora, mais de mil pessoas assinaram”, contou o agente penitenciário e representante do Sindcop, Willian Ferreira de Lima.

Segundo os membros do sindicato, o abaixo-assinado vai percorrer Bauru através de instituições, universidades e áreas de lazer e comércio. “Não somos contra o semi-aberto, mas contra a concentração dessa forma de regime na cidade. Hoje são cerca de 1.500 internos nessa situação. Com as mudanças, esse número pode chegar a 5 mil”, afirma Lima.

O agente explicou que essa concentração de presos em regime semi-aberto vai afetar a saúde, economia e segurança de Bauru. “10% dos detentos se evadem e isso é estatístico. Haverá uma maior descontrole e conseqüente aumento de delitos”, aponta Lima. Além disso, segundo o agente e representante do Sindcop, os reeducandos do semi-aberto se tornam mão-de-obra mais barata para as empresas pela ausência de encargos trabalhistas, o que pode gerar uma concorrência desleal e problemas econômicos para a cidade.

“O ideal seria que as alas de progressão continuassem a existir e esse contingente de sentenciados ao semi-aberto fosse dividido. E ainda que aqui fosse criado um hospital penitenciário como o de Balbinos. O grande contingente do semi-aberto vai causar transtornos na área da saúde também”, completa Lima.