11 de julho de 2026
Política

Parreira e Faria Neto travam diálogo ríspido após votação

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 2 min

A votação de um simples parecer de ilegalidade, durante a sessão de ontem do Legislativo bauruense, terminou em bate-boca e em uma ríspida discussão entre os vereadores João Parreira (PSDB) e o pedetista Antonio Faria Neto (PDT).

O mal-estar entre os parlamentares iniciou-se após a apertada aprovação - por oito votos a sete - do parecer de ilegalidade a um projeto de lei de autoria de Parreira que propunha a cassação do alvará de funcionamento de bares, hotéis, restaurantes e empresas similares que vendessem bebidas alcoólicas a menores de idade ou fossem flagrados consentindo ou comercializando drogas.

O vereador tucano mostrou-se inconformado com o voto favorável pela manutenção do parecer de ilegalidade do pedetista e questionou-o sobre a decisão alegando que o Legislativo já havia aprovado um projeto de Faria Neto que cassava o alvará de postos de combustíveis que vendessem produtos adulterados. “Mas (meu projeto) é igual ao seu (o dos postos)!”, bradou Parreira em meio à votação do parecer.

Após o encerramento da votação, e o vereador Futaro Sato (PMDB) ter assumido a tribuna, Parreira continuou questionando o pedetista, que em certa altura das discussões enervou-se e gritou com o tucano: “Você quer ganhar sempre. Você não é Deus aqui e pago meus impostos!”, esbravejou Faria Neto, gesticulando em direção a Parreira e tendo de ser contido pelo vereador Antonio Carlos Garmes.

Parreira não se conteve e retrucou o pedetista fazendo insinuações em relação à atuação parlamentar de Faria Neto. “Sei que você paga seus impostos. E paga até para não abrir comissão de inquérito!”, rebateu o tucano.

A discussão dos parlamentares forçou o presidente do Legislativo, Paulo Madureira (PP), a interromper momentaneamente a sessão. Mas, instantes após o peemedebista Futaro Sato ter reiniciado seu discurso, Faria Neto e Parreira ficaram “cara a cara”, recomeçaram a discussão, com ambos chegando a apontar os dedos em riste, e tiveram de ser separados pelos vereadores Alex Gasparini (PMDB) e Marcelo Borges (PSDB). Após os ânimos se acalmarem, e a sessão ter se encerrado, foi a vez de Sato criticar o comportamento dos vereadores durante seu discurso e discutir rapidamente com Parreira, que saiu do plenário em seguida.