08 de julho de 2026
Economia & Negócios

Comércio tem força de cidade com 1,2 milhão de habitantes

Luiz Galano
| Tempo de leitura: 2 min

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima em cerca de 356 mil o número de habitantes de Bauru. Desse montante, 23.351 trabalham no segundo maior setor da cidade em quantidade de mão-de-obra: o comércio. Ou seja, de cada 15 moradores da cidade, um trabalha em lojas.

Para se ter idéia do poder desse setor, a área de influência do comércio de Bauru é comparável ao de uma cidade com 1,2 milhão de habitantes - imaginando um cenário em que o município idealizado não receba clientes de outras praças. Hoje se comemora o Dia do Comerciário, função que grande parte dos moradores da cidade exerce.

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, Walace Sampaio, a comparação dos dados reflete desproporcionalidade entre a população e o tamanho do setor. “O fenômeno que explica esta situação é principalmente a geografia da região, que estende a área de influência de Bauru para grande quantidade de municípios”, explica.

Em número de empregados, o comércio perde apenas para o ramo de serviços. Para Sampaio, as atividades dos dois setores são complementares e chegam até mesmo a se fundir em determinados segmentos. “Como um todo, esta é a área que mais emprega e gera receita para a cidade”, destaca.

Os principais pólos de atração de negócios no setor são a região do Calçadão da Batista de Carvalho, no Centro, o Bauru Shopping e também as grandes redes de supermercados. “Muita gente da região viaja até aqui para fazer suas compras”, frisa o secretário de Desenvolvimento Econômico.

Analisando dados do Ministério do Trabalho e Emprego, o comércio cresce em ritmo acelerado. Do ano 2000 para 2005, o número de contratações subiu 35%. Segundo Sampaio, em 2006 foram criadas 1.895 novas vagas. Até setembro de 2007 outras 1.298 surgiram (números que levam em consideração a média entre contratações e demissões). Significa dizer então que, nos últimos 24 meses, o número de vagas no setor subiu mais 15,8%.

Busca por melhorias

Dados oficiais demonstram o crescimento do setor na cidade. No entanto, para o Sindicato dos Empregados no Comércio de Bauru, apesar da melhora nas negociações entre patrões e empregados, ainda existem pontos de divergência entre as partes.

De acordo com o assessor de comunicação do sindicato, Edson Quintiliano Júnior, as negociações salariais têm sido satisfatórias nos últimos anos. “Não são índices altos, mas na maioria das vezes temos conseguido reposições salariais acima da inflação”, comenta.

O grande problema entre patrão e empregado do comércio ainda seria a jornada de trabalho. “Temos conhecimento de empresas corretas, que dão folgas ou até mesmo pagam as horas a mais. No entanto, principalmente em setores como supermercados, shoppings e galerias, ainda existe muita divergência”, destaca.

O site do Sindicato dos Empregados no Comércio de Bauru (www.secbau. com.br) tem informações sobre direitos e deveres dos comerciários. Outra maneira de tirar dúvidas é pelo telefone 3233-3011.