08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Direitos humanos


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Profundamente lamentável a política de direitos humanos dispensada aos presos, cada vez mais beneficiados pela Lei de Execuções Penais. Se estão presos é porque foram julgados e condenados por crimes que cometeram e causaram danos, prejuízos ou mortes que enlutaram famílias inteiras. A pena tem que ser cumprida, na forma da lei e pelo tempo da condenação. Inaceitável pela sociedade a maneira cada vez mais suave e liberal como vêm sendo tratados os criminosos no Brasil, cada vez mais ousados e cruéis, afrontando leis e autoridades, que não estão sendo mais respeitadas e muito menos temidas. Depois que por iniciativa do ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos os crimes hediondos se transformaram em crimes comuns, com direito à progressão penal, o limite da impunidade foi ultrajado e o crime banalizado. A famigerada Lei de Execuções Penais que confere aos presos vários benefícios visando a sua ressocialização não atinge os seus objetivos, porque o número de condenados recuperados é ínfimo e dos que voltam a delinqüir é considerável, muito grande, sem contar as fugas freqüentes.

O que mais revolta a sociedade são as 5 saídas por ano de presos para visitarem as suas famílias, que eles vêem todas as semanas por ocasião das visitas coletivas. Outra liberalidade é a visita íntima com sexo na prisão que virou motel, e visitas coletivas, que facilitam a entrada de armas, drogas, celulares e serras nos presídios. E para piorar, a população desta cidade está alarmada e indignada com a notícia veiculada na imprensa falada e escrita que as duas penitenciárias de Bauru, a PI e P2, vão passar para o regime semi-aberto, colocando bandidos de má índole e de alta periculosidade na rua em plena liberdade, ignorando totalmente o mal e os prejuízos causados pelos crimes que cometeram, pondo em risco a indefesa e desarmada sociedade, que já sofre por absoluta falta de segurança.

Se dentro dos presídios eles já comandam o crime organizado, podemos imaginar como será a criminalidade daqui pra frente, com o PCC em plena liberdade? É o fim do mundo. Se o emprego está difícil até para os trabalhadores honestos (cerca de 2 milhões desempregados), muito mais difícil estará para os egressos de penitenciárias que não conseguem emprego com carteira assinada, devido ao arraigado preconceito. Quem vai dar emprego para um assassino, um estuprador, um latrocida? Depois do desarmamento da sociedade, patrocinado pelo citado ex-ministro, a violência piorou, porque os marginais estão mais livres para agir e sem medo de morrer e também pela impunidade que grassa em nosso país. O Brasil está precisando com urgência de pena de prisão perpétua para crimes hediondos, para reprimir a onda crescente de violência, mas as autoridades estão querendo esvaziar presídios para economizar ou para atender aos direitos humanos dos criminosos, sem se preocupar com os direitos humanos e segurança da população, que é um dever do Estado e direito do cidadão.

Dorival Cury - RG 2.399.643