11 de julho de 2026
Cultura

Mostra exibe visões sobre Tarsila do Amaral

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Cerca de 20 obras sobre a vida e obra de uma das mais importantes artistas plásticas brasileiras, Tarsila do Amaral, ficarão expostas até o dia 17 de novembro no Serviço Social da Indústria (Sesi). “Reflexões sobre Tarsila do Amaral” reúne visões diferentes de 14 artistas contemporâneos.

A mostra foi desenvolvida por uma equipe de profissionais sob a curadoria de Mali Frota Villas-Bôas, crítica de arte, historiadora e diretora da Organização Paulista de Arte (OPA). A mostra, coordenada por Rose de Paulo, chega a Bauru após percorrer espaços culturais, clubes e galerias da Capital em julho deste ano.

“O projeto propõe demonstrar a importância de Tarsila do Amaral no contexto das artes plásticas de nosso povo e pesquisar a Tarsila/mulher que a todos causava admiração por sua obra com atmosferas de sonho de um Brasil em transição, aliando o sonho à realidade”, cita o material de divulgação.

“Reflexões sobre Tarsila do Amaral” abriga os olhares de Frederico Duarte, Robert Kock, A. Rossetti, Dé Ramirez, Ana Paula Pirrone, Sueli Martini, Cleusa Arantes, Leniton Dias, Michael Frank, Maria Cecília R. Netto, Stalleikem, Beth Dan, Iberê Romani e Lantonio.

Tarsila do Amaral

A artista plástica paulista foi a pintora mais representativa da primeira fase do movimento modernista brasileiro. Seu quadro “Abaporu”, de 1928, inaugurou o Movimento Antropofágico nas artes plásticas.

Começou a aprender pintura em 1917, com Pedro Alexandrino. Mais tarde, estudou com George Fischer Elphons. Em 1920, viajou a Paris e freqüentou a Académie Julien, onde foi orientada por Émile Renard.

De volta ao Brasil, em 1922, uniu-se a Anita Malfatti, Menotti del Picchia, Mário de Andrade e Oswald de Andrade, formando o chamado Grupo dos Cinco, que defendeu as idéias da Semana de Arte Moderna e tomou a frente do movimento modernista no País.

Casou-se com Oswald de Andrade em 1926 e, no mesmo ano, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Percier, em Paris. A partir de então, suas obras adquiriram fortes características primitivistas e nativistas e foram associadas aos Movimentos Pau-Brasil e Antropofágico, idealizados pelo marido.

Em 1933, passou a desenvolver uma pintura mais ligada a temas sociais, da qual são exemplos as telas “Operários” e “Segunda Classe”. Tarsila do Amaral morreu em São Paulo, em 1973. (Fonte: Wikipedia)

• Serviço

Exposição “Reflexões sobre Tarsila do Amaral” até o dia 17 de novembro no Espaço Cultural do Sesi (rua Rubens Arruda, 8-50). A entrada é franca. Mais informações: (14) 3223-2718.