O Louvre não é um museu, mas, pelo menos, sete museus, cada qual correspondendo a um dos seus sete departamentos em que se divide: antigüidades orientais, antigüidades egípcias, greco-romanas, pintura, escultura, objetos de arte e artes gráficas. Pela abrangência e importância do acervo, um museu impossível de ser visto de uma vez e, portanto, sempre novo, sempre a ser descoberto.
Além de conferir as coleções da instituição, com suas Mona Lisa, Vênus de Milo e Vitória de Samotrácia, o visitante pode ver exposições transitórias, como “As jóias de Luis XIV”. A não ser que seu objetivo seja mergulhar de cabeça na coleção do museu, siga para lá tendo em vista o que deseja ver. A entrada é pela pirâmide de vidro. São distribuídos mapas em espanhol e outras línguas para orientar o turista onde estão as obras principais.
Depois do sucesso do romance de Dan Brown, “O Código da Vinci”, e o filme, as estrelas máximas citadas estão em alta. O antigo maior palácio do mundo e, hoje, provavelmente o maior museu do mundo, tem sete quilômetros de corredores com obras de arte. Há até roteiros turísticos pelos pontos do museu e da cidade onde se passa a busca do Santo Graal pelo professor de simbologia Robert Langdon e a investigadora Sophie Noveau.
O best-seller ajudou a aumentar de forma considerável o número de visitantes do museu. Só de brasileiros são mais de 300 mil visitantes. Ao todo são 10 milhões de pessoas ao ano que passam pelo Louvre.
O museu foi aberto ao público em 1793, durante a Revolução Francesa. Até então tinha sido residência real. O conjunto foi iniciado por Felipe Augusto e sua construção continuou durante os períodos de Carlos V, Francisco I, Catarina de Médicis, Herique IV, Luís XIII, Luís XIV e Napoleão I, tendo sido terminado por Napoleão III.
Em 1996 foi feita uma grande reforma e criado um centro de acesso e recepção com a gélida pirâmide de cristal, projeto do arquiteto chinês I. M. Pei. Debaixo dessa pirâmide estão as bilheterias e os corredores que se irradiam com auditórios, salas de exposições temporárias, livrarias e restaurantes. A instalação da pirâmide foi polêmica, provocando críticas de ordem histórica, estética e funcional. São 60 mil metros quadrados de superfície de exposição e 22 mil metros quadrados de recepção e serviços públicos.
O Louvre está no coração de Paris, entre o rio Sena e a rue de Rivoli, repleta de lojinhas que vendem camisetas, chaveiros e outros suvenires. Existem fones de visita guiada, disponíveis em inglês, francês e espanhol. Custam cerca de 5 euros. Você enfrentará filas para ver as obras principais de Leonardo da Vinci, Renoir, Rembrandt e outros gênios da pintura. As máquinas fotográficas não são proibidas, mas o uso do flash deve ser evitado para não danificar as cores das pinturas.
Se sobrar fôlego visite também o Jardin des Tuilleries, um espetáculo à parte com suas estátuas, fontes e lagos bem cuidados, envoltos por prédios de construções antigas e imponentes. Foi feito para os passeios de Catarina de Médicis e a nobreza da época de antes da construção do Palácio de Versalhes.
A entrada custa 8,50 euros. Abre todos os dias das 9h às 18h. Menores de 18 anos não pagam. Todo primeiro domingo do mês é de graça para todos. No final da tarde, depois das 15h, as tarifas são reduzidas para 6 euros. Para ir até lá, pegue Metro Palais-Royal/Musée du Louvre. Mais informações no site www.louvre.fr.
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Museu d´Orsay
A instituição, conhecida como o museu do impressionismo, na verdade cobre um período mais extenso, que vai de 1848 a 1914, ou seja, inclui movimentos que antecederam e se seguiram à época de Monet, Manet, Degas, Renoir, Van Gogh, Gauguin e outros artistas.
O Museu d´Orsay mantém uma coleção de obras de Rodin e da sua arrebatada amante Camile Claudel. O prédio que abriga o museu foi a estação de trens de Orleans, totalmente restaurada e conserva o seu grande relógio dourado, outra obra de arte. Se a fome bater, no 5º andar existe um café que serve sanduíches e saladas a preços módicos (para eles). A entrada para o museu custa 7,50 euros. Aos domingos sai por 5,50 euros (wwws.musee-orsay.fr).
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Museu do Exército
O Museu do Exército ou Hôtel National des Invalides é outra opção de passeio entre os museus parisienses. Até a época de Luís XIV não existia lugar para receber os soldados inválidos. Em 1671, Luís XIV decide criar os Inválidos, destinado a recolher os veteranos das suas guerras.
Verdadeira cidade em miniatura, durante o final do século 17 tinha 4.000 pensionistas. Ainda existe ali um Hospital Militar, mas grande parte abriga coleções de armas e o túmulo de Napoleão, na Igreja do Domo.
Em volta do túmulo em mármore vermelho (pórfiro da Finlândia) de Napoleão estão as sepulturas de outros militares célebres, como Turenne, Vauban, Foch e de familiares do imperador. A sua obra militar é representada pelas “Vitórias” que rodeiam a cripta e cujos nomes estão gravados no mármore: Austerlitz, Iena, Marengo...
Existem dependências com uma completa coleção de armas e armaduras dos séculos 13 a 16; arcabuzes e mosquetes; heranças da cultura guerreira das civilizações otomana, persa, mongol, chinesa e japonesa. Única no mundo.
As duas Guerras Mundiais (1914-1918 e 1939-145) também estão documentadas em sete salões articulados. Há armas e veículos da época. Existe um bilhete único para todas as dependências a 7,5 euros. Aberto das 10h às 17h agora no outono-inverno. Rue de Grenelle, 129. Metrô Invalides, Varenne, Latour-Maubourg. Informações no site www.invalides.org.
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Mais opções
O Museu Carnavalet fica no bairro do Marais (metro Saint-Paul, linha 1 ou Chemin-Vert, linha 8), na rue de Sevigné, 23. Conta a história de Paris e conserva coleções que ilustram a evolução da cidade, da pré-história aos nossos dias. A entrada é gratuita.
Já o museu Picasso reúne a maior coleção do pintor cubista, incluindo esculturas doadas pela família após a sua morte, como compensação a pagamento de impostos. Fica na rue de Temple, perto do Carnavalet.
Já o Centro Georges Pompidou é um prédio moderno na Place Beaubourg, no Marais. Na verdade é um centro cultural com exposições temporárias, biblioteca e outros atrativos. Tem um restaurante no teto com vista para a cidade.
No Museu do Erotismo, esculturas, gravuras, pinturas, móveis e objetos. Da África, da América, da Ásia e da Oceania. São 2.000 peças que provam ser o erotismo um elemento inerente à existência humana. Também é cultura. Por que não? Abre às 10h e fecha às 2h, comme il fault. Deixe o preconceito de lado e vá a Pigalle. Depois do Moulin Rouge o museu é uma boa pedida. Há uma lojinha com papelaria, livros e objetos com motivos eróticos, naturalmente. Boulevard de Clichy, 72, metro Blanche (www.erotic.museum.com).