Em Paris a agitação da atividade fluvial nunca pára. Numerosas empresas de transporte movimentam centenas de passageiros em excursões pelo Sena, casas-barco enfileiram-se nas margens, barcaças entregam mercadorias em docas espalhadas ao longo do rio. Existe o Batobus (www.batobus.com), que opera no transporte de turistas e moradores entre monumentos. Os Bateaux Parisiens (www.bateauxparisiens.com) proporcionam cruzeiros tradicionais com almoço ou jantar.
O barco, largo e confortável, cheio de mesinhas com abajures, guarda uma atmosfera romântica. Tudo ao abrigo do tempo por um teto de plexiglas transparente. A partida, no início da noite, é ao pé da Torre Eiffel, a esta altura toda iluminada, no cais de la Bourdonnais. Música ao vivo, garçons solícitos, champanhe, uns tira-gosto como aperitivo e lá vamos nós.
Os monumentos, em Paris, são todos feericamente iluminados. Vê-se perfeitamente Les Invalides, a Assembléia Nacional, Museu d´Orsay, a Concorde, o Louvre, La Conciergerie - onde esteve presa Maria Antonieta aguardando o cadafalso armado na Praça, hoje chamada da Concórdia. O Castelinho (Chattelet), como os franceses o chamam, foi edificado em 1310 por Felipe IV, o Belo.
Em seguida vem a Catedral de Notre Dame, o L´Hôtel de Ville (Prefeitura) e a Biblioteca Nacional já em La Defense, o ultramoderno bairro da cidade. Foi inaugurada em 1996. São quatro torres em forma de livros abertos sobre uma floresta de um hectare. Contêm mais de 12 milhões de obras. Na volta do barco você já comeu o foie gras, provou a carne tenra de vitelo, tomou na entrada um Mâcon-Fuissé divino e no prato de resistência o excelente bordeaux Pomerol.
O garçom, impecável, que fala a língua que você preferir (português já seria exigir de mais), após o principal começa a servir queijos variados. Melhor pedir um pedaço de cada. É tudo ótimo, principalmente o chèvre (leite de cabra). Quando o barco passar em frente ao Palais Chaillot é o momento da sobremesa. Provavelmente você vai pedir um bolo de chocolate quente com sorbet e licor de menta.
E as Pontes do Sena? São espetáculos à parte. Bonitas por cima e por baixo. Aquela doada pelo czar Alexandre III e que leva o seu nome é uma obra de arte. Pont Royal, Pont Neuf. Lindo! O barco chega na Estátua da Liberdade, réplica daquela oferecida pelos franceses a Nova York em 1889. Foi criada por Bartholdi e Eiffel para celebrar a amizade franco-americana.
Desembarcamos no cais e a esplanada da Torre Eiffel, os jardins do Trocadero, o Champs de Marts continuam lotados de turistas. Resta voltar para casa, de metrô. Dependendo do menu escolhido, da alta cozinha fusion francesa, o turista vai gastar 168 euros por pessoa. Se não fizer falta e, dependendo da companhia, será um passeio inesquecível, mesmo que ela rejeite o bordeaux para pedir cerveja. O garçom vai deixar escapar um argh...
Anote bem
• Para viajar à França não é preciso visto se a viagem for de menos de três meses. Verifique se o passaporte não vai vencer nos próximos seis meses.
• As autoridades francesas costumam exigir seguro-saúde. Faça um de US$ 4 por dia, à venda nas agências de turismo.
• A Maison de France oferece todo apoio ao visitante. É só acessar o site www.franceguide.com.
____________________
Show de luzes, sons e cores
Os grandes espetáculos da noite parisiense são programas que turistas do mundo inteiro não dispensam. O Lido, na linda Avenida dos Campos Elíseos, 116, perto do Arco do Triunfo, está apresentando a revista “Bonheur”, cuja montagem e guarda-roupa custaram milhões de euros. Os cenários riquíssimos, de águas dançantes e até avião cruzando o teto, incluem vedetes “au naturelle”, onde silicone não é permitido. Tudo tem que ser original, conforme a tradição do cabaré.
No início a orquestra “Live” toca para quem quiser dançar. Depois vem o show. Os preços variam conforme a opção. Com meia garrafa de champagne ou de vinho por pessoa, sem refeição, sai por 145 euros. Com jantar, de acordo com o menu escolhido, o preço sobe. Tem a turma da galeria, a seco, por uns 99 euros. Confira no www.lido.fr
Outro jantar-espetáculo é o do Bobin´O em Montparnasse, na rue de la Gaité (Metro Gaité), com uma proposta diferente. Fala-se português. Começou a funcionar no início deste ano depois de um investimento de 14 milhões de euros. Os garçons e recepcionistas viram artistas, e dos bons. Há uma interação com a platéia e, de repente, você também poderá pôr para fora a sua veia artística.
Números de mágica nas mesas, garotas bonitas, alegria, muitas luzes e as velhas canções francesas misturadas com o repertório internacional. O menu também é um espetáculo à parte. Totalmente diferente, com comidinhas variadas, exóticas e de sabores indescritíveis. Vale conferir: www.bobino.fr.