10 de julho de 2026
Política

Diretores reagem contra lei com concurso aberto


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Pelo menos 40 representantes de escolas municipais participaram ontem de reunião na Câmara Municipal de Bauru para discutir o projeto de lei de autoria do prefeito Tuga Angerami que muda a grade salarial da categoria. Um dos pontos mais combatidos da proposta é o que pretende tornar aberto o concurso para diretores de escola, ao contrário da regra atual por promoção (antigo acesso).

Na avaliação dos diretores de escolas presentes à reunião, o prefeito Tuga Angerami está contrariando a proposta da categoria de que as promoções na carreira sejam mantidas, com a disputa pela função de diretoria sendo entre os que estão na rede e não aberta a todos os profissionais habilitados na comunidade. Segundo alguns diretores que participaram da reunião de ontem com um grupo de vereadores, o prefeito já apresentou a intenção de abrir o concurso em reunião que discutiu o plano municipal, mas como esta foi rejeitada, a administração resolveu tentar fazer a mudança por projeto de lei.

Da reunião de ontem, os representantes do magistério acordaram que os vereadores vão apresentar emenda ao projeto para retirar a determinação de concurso aberto, medida esta que já conta com o apoio de Paulo Eduardo Martins Neto, Majô Jandreice, José Carlos Batata, Arildo Lima Júnior, Marcelo Borges, Alex Gasparini e Salvador Afonso. Para isso, uma emenda supressiva vai retirar do projeto original os artigos segundo e oitavo, que tratam deste ponto.

Outra emenda também está sendo preparada por Batata e Majô, esta para eliminar da proposta a parte que trata de benefícios a alguns servidores. Segundo o discutido na reunião, o Executivo não explica porque está mexendo com o pagamento de vantagens como condições adversas através de modificação em outra lei, atacando em específico o setor da saúde neste projeto que trata da educação.

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bauru (Sinserm) criticou o projeto enviado ao Legislativo pelo prefeito Tuga Angerami. Para a entidade, a proposta dificulta a possibilidade dos docentes subirem na carreira e não prevê aumento dos vencimentos para os inativos.

Segundo Sonia Carvalho, diretora do Sinserm, ao acabar com o acesso interno à carreira e colocar a possibilidade de ingresso através de concurso público, os docentes sentem-se desvalorizados. “Eles não poderão, através de um concurso de acesso interno como é hoje, ser diretor, coordenador e nada mais. Vai ser tudo aberto e qualquer um que tenha o diploma de pedagogia poderá concorrer”, frisa.