São Paulo - O Palmeiras havia vencido os seus quatro últimos jogos no Palestra Itália, mas, ontem, reencontrou um dos seus piores pesadelos - o “fantasma” dos freqüentes tropeços no seu estádio. A derrota por 1 a 0 para o Juventude, que dificilmente continuará na Primeira Divisão na próxima temporada, no entanto, não tira o clube paulista do G4.
A “sorte” palmeirense atende pelo nome de Cruzeiro, que foi goleado por 4 a 1 pelo Botafogo e perdeu a chance de retornar ao grupo de classificados para a Taça Libertadores da América. Faltando quatro rodadas para o término do Brasileiro, o Palmeiras ocupa a quarta colocação, com 55 pontos, um a mais do que o time mineiro e o Grêmio, primeiros clubes fora da zona do torneio sul-americano.
No jogo de ontem, a equipe dirigida pelo técnico Caio Júnior não pôde contar com o meio-campista Valdívia, principal responsável pela criatividade do time. O chileno cumpriu suspensão automática pela expulsão contra o Vasco. Neste Brasileiro, Valdívia recebeu nove cartões amarelos.
Um dado exemplifica o quanto o Palmeiras não jogou bem: o Juventude teve William expulso ainda aos 21 minutos do segundo tempo e, nem assim, conseguiu empatar a partida. A equipe acabou até com a escrita de que a camisa verde limão sempre vencia. Um passo atrás na luta pela Libertadores.
Se o Palmeiras esperava encontrar um adversário recolhido em seu campo de defesa e tentando sair em contra-ataques rápidos, teve uma grande surpresa. Com a necessidade de vencer para se manter na luta pela permanência na Primeira Divisão, o Juventude adotou uma postura ofensiva.
Aos sete minutos, Martinez errou na saída de bola e permitiu a Tadeu arriscar um chute perigoso. Pouco depois, os gaúchos tentaram por duas vezes marcar um gol olímpico, mas foram impedidos por defesas de Diego Cavalieri. O Palmeiras só conseguiu chegar à meta do Juventude aos 12, em um bonito lance de Rodrigão, que tocou para Makelele bater cruzado, para fora. Nove minutos depois, Luiz Henrique bateu de longa distância, mas Michel Alves espalmou.
Os lances de perigo fizeram a equipe paulista “acordar” na partida e quase abrir o placar, em uma bicicleta de Rodrigão, que acertou o travessão. Mas, logo na seqüência, o zagueiro Régis aproveitou cobrança de escanteio e cabeceou para surpreender o Palmeiras e colocar o Juventude na frente.
Mesmo com o gol, o time de Caio Júnior continuou melhor. Aos 35 minutos, nova bola na trave, dessa vez de Martinez, em cobrança de falta da entrada da área. No rebote, o goleiro do clube gaúcho levou vantagem sobre os atacantes rivais.
O segundo tempo começou com o Palmeiras no campo ofensivo, tentando pressionar o Juventude em chutes de longa distância, como o de Wendel, aos sete minutos, ou jogadas mais trabalhadas, como a finalização para fora de Makelele, no minuto seguinte.
Com o atacante Luís no lugar do lateral-direito Paulo Sérgio, o time do Parque Antártica continuou perdendo muitos gols. Aos 20, teve a sua vida supostamente facilitada pela expulsão de William, que havia entrado no intervalo.
Aos 34, Michel Alves impediu o empate palmeirense ao realizar defesa difícil em um rebote que Luiz Henrique pegou de primeira.
Palmeiras Diego Cavalieri; Paulo Sérgio (Luís), Gustavo, Dininho (David) e Valmir (Willian); Wendel, Makelele, Caio e Martinez; Luiz Henrique e Rodrigão.
Juventude Michel Alves; Barão (William), Régis, Danilo e Renato; Camazzola, Renan, Lauro e Bruno (Vanzini); Alex Alves e Tadeu (Thiago Cavalcante).
Árbitro Sérgio Carvalho