07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

• Velho conhecido

O atual secretário de Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), que decidiu pelas mudanças nas penitenciárias de Bauru para regime semi-aberto, Antônio Ferreira Pinto, tem muitas ligações com a cidade e região. Ele é promotor de Justiça e oficial da Polícia Militar. Ferreira Pinto atuou em Bauru na década de 70 enquanto policial. Sua mulher é bauruense e ele também comandou o batalhão da PM de Ourinhos, a 125 quilômetros de Bauru.

• Gosta da cidade

Ferreira Pinto foi bastante pressionado (com educação) na última semana por bauruenses que se avistaram com ele no Palácio dos Bandeirantes e no prédio da SAP, inclusive o prefeito Tuga Angerami e o deputado Pedro Tobias. A todos ele atendeu pacientemente e argumentou tecnicamente o porquê das alterações. E arrematou: “Não faria algo ruim a uma cidade que me acolheu tão bem e onde minha mulher nasceu”, ao garantir que as mudanças não trarão a insegurança que Bauru tanto teme.

• Rejeição é total

Apesar da receptividade e cordialidade do secretário para com as comitivas bauruenses, a população não fala sobre outra coisa na área de assuntos públicos e reage. Cartas têm chegado à tribuna do leitor do JC, políticos são unânimes em rejeitar a idéia e aqui ao lado, no setor de Opinião, há uma manifestação do Lions Centro contrária, que se soma às da OAB, consegs, associações de moradores, entre outros setores.

• PSDB paga conta

Por sinal, o leitor Aparecido Francelin disse ontem, na tribuna do leitor, o que os tucanos sabem, mas temem ouvir: “O PSDB arcará”. Ou seja, a conta das mudanças na P1 e P2 será paga politicamente pelos tucanos e seus candidatos. Esse alerta foi feito na última quarta-feira ao secretário da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira, que ficou preocupado e passou a pensar em alternativas. Os 230 mil eleitores da cidade estão de olho no desfecho deste pesadelo!!!

• “Contrapartida...”

E bastou a confirmação pela SAP de que o regime semi-aberto vai mesmo ser ampliado para que adversários políticos dos tucanos ironizassem. Ontem, o telefone da redação tocou algumas vezes. Eram militantes de outras legendas dizendo que o PSDB vai pedir, como “contrapartida para Bauru”, estoque de gás pimenta e bombas de efeito moral, além de escudos de tropa de choque, para prevenir ações futuras.

• 007 do grupo 45

Por falar em tucanos, um deles ligou ofegante ontem para a redação para saber se era procedente a informação de que democratas e peemedebistas estiveram reunidos em um canto da cidade, inclusive com o encontro sendo registrado por câmeras. PMDB e DEM namoram por uma aliança em 2008. Mas a reunião não existiu, segundo o presidente do PMDB, Alex Gasparini.

• Coceira eleitoral

Enquanto isso, no DEM (e fora dele) seguem as especulações de que Dudu Ranieri está sofrendo uma crise de coceira eleitoral e nenhum antiestamínico está resolvendo. É que Dudu viu uma pesquisa eleitoral feita recentemente e teria ficado extasiado com seu bom desempenho. Em tempo: quem correu levar o antiestamínico a Dudu, lá na Quinta Ranieri, foi José Clemente Rezende.