09 de julho de 2026
Geral

Sebes garante Albergue aberto em 2008

Luiz Galano
| Tempo de leitura: 3 min

O Albergue Noturno de Bauru continuará a funcionar em 2008. Isso é o que garante a Secretaria Municipal do Bem-Estar Social (Sebes). Mas para que tudo saia como o esperado, primeiro será preciso encontrar um novo imóvel para abrigar a instituição – a atual sede só poderá ser utilizada até 31 de dezembro deste ano. Depois, a questão será equalizar os gastos mensais com o repasse de verba da prefeitura, aquém daquele desejado pelo mantenedor do órgão, o Centro Espírita Amor e Caridade (Ceac).

O principal motivador do possível encerramento das atividades do Albergue é dinheiro. O Ceac alega que a verba de R$ 12 mil disponibilizada pela Sebes é capaz de cobrir 1/3 das despesas mensais. Esse valor estaria sem reajuste há cinco anos.

No entanto, na última reunião do Conselho Municipal de Assistência Social foi informado que a verba teve reajuste de 40% e passou para R$ 17 mil ou seja, R$ 3 mil aquém do valor proposto pelo mantenedor.

Ao que tudo indica, caso realmente seja encontrado um novo imóvel para abrigar o Albergue, os gastos mensais também irão diminuir. Hoje, o órgão que tem capacidade para acolher 120 pessoas todas as noites recebe em média somente 30. E a intenção dos interessados é realmente alugar uma casa que possa abrigar no máximo 30 cidadãos no pernoite.

Nova sede

Atualmente existe um imóvel que tem grande chance de sediar o Albergue. Trata-se de um sobrado que fica na rua Nobile Di Piero, no Centro, próximo à antiga estação ferroviária. A residência, encontrada após a visitação anterior de outras cinco, fica numa localização considerada boa, mas não atende plenamente às expectativas do Ceac.

“Esse é o imóvel que mais se encaixa dentro das exigências que seguimos (lugar grande capaz de abrigar 20 homens e seis mulheres, com dois banheiros e uma cozinha). O gasto com reformas seria reduzido, já que a casa se encontra em boas condições. O único problema é que trata-se de um sobrado e isso dificulta a locomoção para deficientes e pessoas com idade mais avançada”, avalia Uriel de Almeida, diretor do Ceac.

De acordo com ele, o perfil do Albergue tem mudado nos últimos anos e isso tem influenciado diretamente nos gastos da entidade. “Ao passo que antes chegávamos a receber famílias, hoje a maioria dos usuários são homens sozinhos, geralmente pessoas sofridas, desacreditadas e desestimuladas, com casos de violência e abuso de álcool”, conta Almeida.

Tal perfil faz com que o Ceac tenha que gastar mais dinheiro com a segurança dos funcionários e também dos usuários. “Nosso gasto mensal gira em torno de R$ 2 mil apenas com segurança”, destaca. “Está sendo difícil equacionar esses custos”, completa.

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Pé no chão

De acordo com a titular da pasta do Bem-Estar Social, Egli Muniz, a cidade necessita do Albergue, mas é preciso achar um denominador comum para adequar a verba destinada ao Albergue.

“O custo per capita é muito maior do que o apresentado no Abrigo de Crianças, que funciona nos mesmos moldes. Não existe a possibilidade de ficar sem o Albergue, mas existem diversas variáveis que precisam ser ponderadas”, avalia.

Segundo Egli, o reajuste da verba total destinada à Sebes para o ano de 2008 fica na ordem de 40% com relação à utilizada no exercício de 2007. “Não posso assumir realinhamentos acima deste teto”, afirma.

Uriel de Almeida, diretor do Centro Espírita Amor e Caricade (Ceac) faz um apelo para proprietários de imóveis na região central que atendam às expectativas para a instalação do “novo” Albergue. O contato pode ser feito discando 3366-3232.