08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

A Banda Larga


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Quinta-feira, li nesta coluna reclamação do leitor Roberto Rufino Júnior a respeito da contratação do serviço Speedy da malfadada empresa Telefonica.

Creio que se todas as pessoas fossem escrever para reclamar do serviço de telefonia não haveria espaço capaz de suportar tantos casos, afinal, todo o jornal seria ocupado, pois a precariedade e a péssima qualidade dos serviços oferecidos é algo extraordinário. Igualmente ao caso trazido pelo leitor Roberto, também estou tentando contratar o serviço, porém, estou desde setembro.

Passei por todas as fases de contratação (primeiro você fala com um atendente que não sabe prestar informações corretas, ele está ali para isto, mas não o faz, entra em contradição e, caso você não tenha lido o contrato previamente antes de pleitear o serviço, certamente será enganado), após esta fase a ligação é passada para um “serviço de auditoria” ou um “ateste de qualidade” - a pessoa que irá te atender é pior do que a anterior. Hierarquicamente ela é superior ao primeiro atendente e, de fato, é superior, superior em incompetência.

No meu caso, quando “contratei” o Speedy, havia disponibilidade e foi me dito todas as “qualidades” do produto. Dois dias depois, liguei para saber quando iria chegar meu modem, mas para minha surpresa, nem solicitação havia para minha residência (passei por isto DUAS VEZES e NINGUÉM explica o porquê, a resposta dada é que não há disponibilidade para o serviço).

Ora, se dias antes eu finalizei a contratação, é por que havia a possibilidade (os atendentes afirmaram cabalmente haver disponibilidade), passados dois dias nem solicitação constava em meu número? Pasmem! Não havia sequer solicitação!! Isto ocorreu duas vezes.

Patente é a situação de ferimento aos mínimos direitos do consumidor, a empresa divulga amplamente o serviço, mas ele inexiste e o contratante é enganado quando tenta contratar. Situação mais clara de propaganda enganosa é esta, está em todo tipo de mídia, só não vê quem não quer, as autoridades não querem.

Irritante é saber que os órgãos legitimados para coibir e fiscalizar são inertes, o Ministério Público nada faz ante a péssima prestação do serviço, a telefonia é concessão de serviço público. O que vejo é que os membros do Ministério Público estão perdendo credibilidade, é só ver o que anda acontecendo por aí. Uma das condições para a manutenção do contrato é a eficiência do serviço, coisa que nunca existiu; o Estado, os deputados, o Ministério das Telecomunicações e a Anatel preferem deixar o consumidor à deriva, sem o mínimo de resguardo de seus direitos. O que mais entristece é ver as pessoas legitimadas que estão lá para isso se omitirem e, quem paga por esta situação, somos todos nós, a sociedade. Lamentável.

Portanto, aos que forem contratar o serviço da empresa Telefonica (que está somente para lucrar milhões de dólares em cima do povo e com certeza é uma das piores empresas do mundo) fiquem bem atentos, a única coisa que me resta é desejar boa sorte e, num exercício de resistência, acreditar que alguma autoridade possa fazer algo contra a famigerada empresa de telefonia, esta já passou há muito dos limites da ineficiência e da incompetência, simplesmente está se sobrepondo ao ordenamento legal vigente com suas práticas nocivas ao cidadão, isto é inadmissível!

Thiago Kanashiro