08 de julho de 2026
Geral

Chuva leva estragos ao Pq. das Nações

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 3 min

O piscinão construído dentro do condomínio residencial Villa Lobos não suportou o volume de água da chuva da madrugada de ontem e transbordou, causando sérios prejuízos aos moradores da rua Luís Ferrari, no Parque das Nações. A enxurrada abriu um buraco desde a parte alta da rua, na quadra 4, até embaixo, na quadra 1. No meio do caminho, um carro foi parcialmente engolido pela erosão. A empresa que executa as obras no condomínio colocou máquinas para trabalhar no local e amenizar os problemas causados aos moradores.

Praticamente todos os moradores do lado ímpar da rua ficaram impossibilitados de sair de casa com o carro. A dona de casa Cássia Cristineli da Silva, 26 anos, conta que levou um susto ao abrir o portão de casa ontem de manhã. Ela tinha feito planos de ir almoçar na casa da mãe, mas teve de adiar o compromisso porque não tinha a mínima condição de tirar o carro da garagem por causa do buraco que a enxurrada abriu na frente de casa. Inconformado, o marido dela, motorista Carlos Alberto da Silva, 25 anos, entrou em contato com funcionários da empresa responsável pela obra no condomínio e pediu para que fossem aterrar a erosão na frente da casa dele. Com medo de nova chuva, ele levou o carro para guardar na casa da mãe.

O comerciante Valdomiro de Souza, 42 anos, reside no bairro há 38 anos e disse que nunca havia visto um estrago daquelas proporções. Ele conta que a rua era asfaltada, mas a empresa responsável pelas obras no condomínio destruiu parcialmente o asfalto para a instalação de uma tubulação que tem como objetivo levar a água da chuva do condomínio até um córrego, no fim da rua Luís Ferrari.

Depois de instalada a tubulação, a empresa tapou o buraco com terra e ainda não asfaltou. Esse serviço seria feito quando toda a rede estivesse ligada e funcionando. No entanto, a chuva não esperou. Além do piscinão principal, está prevista a construção de outro auxiliar para ajudar na contenção da água quando a chuva é muito intensa. No entanto, esse piscinão auxiliar ainda não está pronto e a água que transbordou do principal desceu para a rua Luís Ferrari e levou parte da terra que estava sobre a tubulação.

Em alguns pontos, os moradores precisaram colocar tábuas para poder atravessar de um lado para outro, da rua para a calçada e vice-versa. O aposentado Valdimir Pereira, 60 anos, era um dos mais revoltados com a situação. Ele diz que a tubulação ficou pronta há cerca de um mês e o asfalto ainda não havia sido recuperado. Na opinião dele, era tempo suficiente para ter evitado todo o transtorno vivido agora pelos moradores.

O encarregado de obras Adail Locca, 66 anos, que trabalha para a empresa que instalou a tubulação entre o condomínio e o córrego, disse ontem que assim que ficou sabendo do estrago colocou as máquinas à disposição dos moradores para, pelo menos, amenizar os problemas causados pelo transbordamento do piscinão. Segundo ele, as máquinas continuariam no local até que todos os moradores atingidos fossem atendidos.

O socorro deixou o funcionário público Romildo Deleão Leite, 42 anos, um pouco mais tranqüilo. Sem poder tirar o carro da garagem, ele estava preocupado com a segunda-feira. Sem o veículo, ele teria sérias dificuldades para chegar ao trabalho hoje.

De acordo com a assessoria de imprensa do Departamento de Água e Esgoto (DAE), todo o trabalho de recuperação do asfalto na rua Luís Ferrari é de responsabilidade do condomínio. Mesmo assim, funcionários da autarquia estarão no local hoje para ajudar no aterramento porque a rede municipal de abastecimento de água, que corre paralela à tubulação recém-instalada, ficou descoberta e corre o risco de romper, prejudicando ainda mais os moradores.