Caso o governo estadual opte pela criação do sistema prisional semi-aberto P1 e P2 em Bauru, de uma certa forma a segurança do cidadão bauruense e da região estaria também ameaçada quando os problemas sociais se multiplicariam muitíssimo, levando em conta a estimulação da fixação de familiares de prisioneiros que aqui se instalariam, caracterizando assim uma população nova, despre-parada profissionalmente, carente de instrução, de urbanidade, cheia de inadequações psicológicas, psiquiátricas etc, gerando aumento do desemprego e violência urbana etc, o que poderia sugerir, infelizmente, a necessidade de uma paradoxal criação de uma chamada “tropa de elite social”, para um suposto equilíbrio na segurança pública/social local, não dispensando também a necessidade da contratação de muitas assistentes sociais no equacionamento dos problemas sócio-familiares, financeiros, psicológicos, através da criação de novos projetos sociais no município. Mas cadê a verba?
Sou admirador do eficaz e sensato governador Serra, ex-ministro da saúde e genérico, crendo que o mesmo jamais endossaria tal medida de maneira impulsiva. Não obstante haver me surpreendido com o projeto da Nota Fiscal Paulista, pois não consegui entendê-la bem ainda, aparentando ser um tanto quanto irreal e pra rico, porque o povo não come em restaurante na sua maioria para pedir nota fiscal eletrônica mas, sim, de marmitex, lanchão de carrinho de rua e, tampouco, possui carro para deduzir 30% do IPVA e muito menos computador para registro de senha eletrônica na Secretaria da Fazenda para tal. Bem como não sei por que ainda não reduziu os valores absurdos e contraditórios dos pedágios e do IPVA, uma vez que é descontado 0,27% do Cid dos combustíveis destinados a estradas. Talvez até mesmo os grandes pensadores humanistas existenciais como Heidegger e Kierkegaard não teriam chance de captar bem tantos paradoxos ainda existentes e não solucionados...
Carlos Augusto Simi - CRP 0809