07 de julho de 2026
Auto Mercado

Notas 6


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• Propulsão nacional

Os japoneses, sempre muito comedidos, parecem estar mais atentos à receita atual de que crescer em países emergentes é uma bela forma de prosperar nas vendas mundiais. A Honda está bem próxima de dar sua cartada nesse sentido: a montadora nipônica inaugura, em 2008, sua unidade de produção de motores na fábrica de Sumaré, em São Paulo. A fabricante de carros já tem em atividade um galpão de 14,5 mil m², onde são feitas usinagem, fundição e montagem dos blocos e cabeçotes de propulsores flexfuel e gasolina.

Quando entrar definitivamente em produção, a linha Honda terá capacidade de entregar diariamente cerca de 550 propulsores, para equipar o Fit e o Civic nacionais. Com isso, a marca vai interromper a importação de peças e motores do Japão. Só alguns equipamentos, como sistemas elétricos e caixas de marcha, continuarão a vir da fábrica japonesa da Honda. Para abrir a unidade Power Train, a marca investiu aproximadamente US$ 70 milhões - valor em torno de R$ 123 milhões.

• Por fatias maiores

A Ford ocupa atualmente a quarta posição no ranking das maiores montadoras instaladas no Brasil, longe da conterrânea General Motors, da alemã Volkswagen e da italiana Fiat. Mas a marca americana quer uma fatia maior do mercado nacional e vai investir pesado para conseguir. De acordo com a fabricante, entra em ação no ano que vem um programa de aumento da produção nas duas fábricas de automóveis e caminhões de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.

O projeto visa atender melhor à crescente demanda nos dois segmentos, mas também servirá de preparo para o lançamento do hatch compacto que substituirá o Ka. Até o fim do ano, a Ford deve contratar em torno de 100 novos operários para as duas unidades paulistas, onde são feitos o Ka, as pick-ups Courier e F-250 e os caminhões leves, médios e pesados da Linha F e Cargo. Mas enquanto não amplia sua produção em São Paulo, a montadora americana comemora a marca de 1 milhão de unidades fabricadas na planta de Camaçari, no interior da Bahia. Desse total, aproximadamente 45% foi de EcoSport, 37% de Fiesta hatch e 28% de Fiesta sedã.

• De grão em grão

A PSA Peugeot Citroën está faturando como nunca. Nos nove primeiros meses de 2007, o grupo faturou 42,842 bilhões de euros no mundo, valor que aponta uma alta de 7,7% em relação aos 41,631 bilhões de euros arrecadados no mesmo período do ano passado. Do montante acumulado no ano, a atividade automobilística é a que mais impulsionou o crescimento da marca pelo planeta. Foram 35,134 bilhões de euros de recheio para os cofres da PSA Peugeot Citroën, que em 2006 somou 32,755 bilhões de euros - uma ascensão acumulada de 7,3%. Boa parte desse crescimento vem do Brasil. O grupo já somou até agora no ano 91.300 unidades de modelos Peugeot e Citroën emplacados, volume que já é 5,4% maior que o total de 2006.