A prefeitura de Bauru vai instaurar sindicância para apurar as despesas com viagens patrocinadas pela Secretaria Municipal de Educação durante a gestão Tuga Angerami. Com a medida, o Executivo atende solicitação feita ontem pela Comissão de Fiscalização e Controle do Legislativo, que elaborou relatório sobre o assunto.
A assessoria de imprensa da administração informou que Angerami solicitou ontem ao presidente da comissão, João Parreira (PSDB), e ao presidente da Câmara Municipal, Paulo Madureira (PP), o envio de cópia do documento, que também será enviado ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) para análise do órgão, e reuniu-se com a secretária de Educação, Ana Maria Daibem.
Durante o encontro, acrescentou a assessoria, Daibem pediu ao chefe do Executivo que determine à Corregedoria Administrativa a abertura de sindicância para investigar o caso e manifestou seu desejo de que não restem dúvidas sobre os procedimentos adotados pela secretaria em relação a viagens destinadas a participação de servidores em eventos científicos e culturais. Angerami aceitou a solicitação e determinará à Corregedoria a adoção dos procedimentos necessários para a realização da sindicância.
No relatório, elaborado pelo vereador Primo Mangialardo (PV), o parlamentar verde enumerou uma série de despesas “estranhas” da secretaria. Um dos fatos mais questionados é a freqüência com que um pequeno número de pessoas da pasta participaram das viagens, que se espalham entre vários municípios do País, como Natal (RN), Rio de Janeiro (RJ), Porto Alegre (RS), Caruaru (PE), Vitória (ES), Águas de Lindóia (SP) e dezenas de outras localidades.
O documento lista os nomes dos cinco maiores “viajantes”, sendo que apenas um deles viajou 23 vezes, seguidos de perto por outros dois com 21 viagens, um com 19 viagens e outro com 15. Mangialardo também apontou gastos que chamam a atenção pela diferenciação dos valores e destinos e falhas nos relatórios de controle de viaturas e em prestações de contas.