09 de julho de 2026
Geral

Chuva provoca transtornos e alagamentos em toda a cidade

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 3 min

Susto, espera, transtorno, prejuízo. Estas foram algumas das palavras que voltaram a ser associadas à vida do bauruense com a forte chuva que caiu ontem na cidade. Em vários pontos de Bauru, a população enfrentou dificuldades com ruas cobertas por água e lama, veículos quebrados e trânsito lento. Até mesmo um engavetamento foi registrado na avenida Nações Unidas.

A via, aliás, como é de praxe quando ocorre uma precipitação intensa, transformou-se em um verdadeiro rio lamacento e foi palco de uma cena não muito comum na cidade. Com a forte correnteza que descia, quatro carros estacionados na quadra 17 ficaram engavetados e só não foram levados pela água porque colidiram com um poste e um canteiro de concreto.

A enxurrada já havia alcançado o nível da calçada e um dos carros envolvidos no acidente, um Peugeot placas DNW 0834 de Bauru, acabou sendo lançado contra a porta de vidro de um prédio comercial. Apesar do susto e dos estilhaços na entrada do estabelecimento, ninguém se feriu. “O carro rodopiou, quebrou a porta e depois ficou preso no canteiro. Os outros carros bateram e ficaram presos no poste. Apesar da chuva forte, ninguém esperava que os carros seriam levados desse jeito”, contou a advogada Salimar Scriptore, de 31 anos, proprietária do Fox, placas DJQ 8330, de Bauru, que também se envolveu no engavetamento. Os outros dois veículos eram um Focus e um Astra, ambos de cor preta.

Por mais de meia-hora, todos os veículos, até mesmo os ônibus circulares, tiveram que aguardar para poder voltar a transitar pela avenida. Um Monza preto que se arriscou a atravessar a enchente que corria pela via e acabou parando no cruzamento com a avenida Rodrigues Alves. Com a água encobrindo totalmente os pneus, o carro só foi removido com o auxílio de um guincho.

No mesmo local, uma senhora não foi identificada ficou por longos minutos ilhada no canteiro central da avenida Nações Unidas, temendo ser levada pela força da correnteza caso tentasse atravessar. Mesmo sob a proteção de um guarda-chuva, a senhora não escapou dos banhos de água lançados pelos veículos que passavam pelo local. Com a ajuda de uma viatura do Corpo de Bombeiros, logo em seguida ela foi retirada do local.

Submerso

Já na baixada da avenida Cruzeiro do Sul, na altura da quadra 19, a água empoçada deixou o trânsito parado no momento em que a chuva ficou mais forte, por volta das 15h30. Somente veículos grandes, como ônibus e caminhões, conseguiam passar. Os motoristas de veículos menores que decidiram se aventurar acabaram parando por problemas no motor.

Um alagamento na avenida Duque de Caxias, na altura do viaduto da avenida Nações Unidas, tornou o trânsito lento e demandou paciência e perícia dos motoristas. Apesar do nível da água não estar tão alto, muitos carros acabaram quebrando e o trabalho dos guinchos foi intenso no local.

A mesma cena se repetiu no cruzamento da avenida Comendador José da Silva Martha com a linha férrea, onde a chuva ficou represada, prejudicando a passagem de veículos. Nem mesmo a tubulação existente para escoar a água foi suficiente para evitar o alagamento no local.

O volume da precipitação de ontem também prejudicou todo o trabalho de nivelamento da rua Luís Ferrari, no Parque das Nações, que vinha sendo realizado desde anteontem por máquinas de terraplanagem. Com o excesso de lama e a erosão causada pela enxurrada, os moradores tiveram dificuldades para se locomover e nenhum carro teve condições de trânsito.

O acúmulo de água na quadra 1 da rua Alfredo Maia, na Vila Falcão, chegou a quase 1 metro de altura e os moradores ficaram ilhados. Um Fusca amarelo que teria tentado atravessar a via acabou quebrando e ficou parcialmente submerso. Já na quadra 1 da rua Moisés Fidélis da Motta, no Jardim Solange, parte do muro do Recinto Mello de Moraes cedeu com a força das águas.