10 de julho de 2026
Nacional

Perito diz que a hipótese de falha humana na queda do jato é remota

Folhapress
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São Paulo - O perito do Instituto de Criminalística (IC) da Polícia Civil de São Paulo Antônio Nogueira afirmou ontem que a hipótese de que uma falha do piloto ou do co-piloto tenha causado a queda de um Learjet sobre casas na Casa Verde (zona norte de São Paulo), no domingo, é “das mais remotas”. “Mas é uma possibilidade.” O laudo que investiga as causas do acidente deverá ser feito em conjunto pelos peritos do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (IC) e do Seripa 4, da Aeronáutica.

De acordo com Nogueira, o prazo oficial para conclusão da análise seria de 30 dias “se tudo desse certo”. “Só que não vai dar certo, porque tem (outros acidentes como) TAM, helicópteros.” Para ele, a investigação terminará entre fevereiro e março de 2008. Evasivo, o chefe do Seripa 4, Wagner Cyrillo Junior, reiterou que nenhum hipótese está descartada. Sobre a possibilidade de enviar partes do Learjet para análise nos Estados Unidos, ele disse que a necessidade só será definida com o andamento das apurações.

Segundo Cyrillo Junior, tanto o piloto Paulo Roberto Montezuma Firmino, 39 anos, quanto o co-piloto Alberto Soares Junior, 25 anos, estavam habilitados para conduzir o jato. Portanto, qualquer um dos dois poderia estar pilotando a aeronave no momento da queda.

Mais cedo, a titular da 4.ª Delegacia Seccional (região norte), Elisabete Sato, afirmou que ao menos uma das 21 testemunhas do acidente que prestaram depoimento disse ter visto um rastro de querosene sair de uma das asas do avião, pouco antes do choque. Para o perito Cyrillo Junior, porém, a testemunha, que é leiga, pode ter confundido o rastro de vapor de água normalmente deixado pelos jatos no ar com a saída de combustível.