08 de julho de 2026
Economia & Negócios

Inadimplência em condomínios é de 23%

Thatiza Curuci
| Tempo de leitura: 2 min

Barulho no apartamento ao lado, cão que late de madrugada, adolescente que toca bateria às 3h da manhã e morador que não paga taxa de condomínio. Este último, aliás, é uma das principais dores de cabeça dos administradores, já que a inadimplência nos condomínios de Bauru e região gira em torno de 23%, segundo divulgou a Regional Bauru do Sindicato da Habitação (Secovi-SP).

Segundo a diretora de assuntos sociais da regional, Leilane Strongren, já houve épocas em que a inadimplência foi maior, mas ainda é um dos principais problemas na administração dos condomínios e responsável por ações judiciais.

“Já tivemos algumas sentenças judiciais aqui na cidade em que o proprietário perdeu o apartamento como penalidade por não pagar o condomínio”, afirma Strongren. Uma medida que para os moradores pode parecer severa foi a única encontrada para diminuir a inadimplência, afirmam os administradores.

Em Bauru, os administradores de condomínio têm o benefício de ter uma justiça mais rápida do que de outras cidades do Estado, levando vantagem sobre a Capital, por exemplo. “Os casos demoram entre 3 e 4 anos para serem julgados”, avalia Strongren. Em São Paulo, os processos podem levar até 8 anos.

Ontem, este e outros assuntos relacionados ao setor habitacional foram discutidos no 1.º Encontro Secovi de Síndicos e Administradoras de Condomínios de Bauru e Região. O diretor de condomínio do Interior Juraci Baena Garcia, assessor jurídico João Paulo Rossi Paschoal e diretor de condomínio de Bauru José Botelho de Figueiredo participaram do evento.

Segundo Garcia, uma das mudanças positivas dos últimos tempos é a crescente profissionalização. “Não existe mais espaço para o amadorismo. A legislação exige um conhecimento na área e competência do trabalhador”, afirma.

Para ter mais conhecimento, os síndicos têm cada vez mais cursos à sua disposição. “Hoje, pode-se fazer curso até pela Internet. Além disso, o Secovi da capital oferece cursos sobre vários assuntos também”, garante. Entre os assuntos mais escolhidos pelos profissionais do setor estão as questões ligadas a orçamento, previsão orçamentária e problemas envolvendo vizinhança.

Além dos cursos, a formação de comitês de arbitragem, para resolver reclamações de condôminos, pode ajudar a minimizar os problemas tão comuns entre vizinhos.

“Os comitês são formados por psicólogos, advogados, professores e outros profissionais ‘neutros’ que podem ajudar a solucionar os problemas. Eles não têm poder de decisão, mas ajudam no equilíbrio entre as partes”, afirma Paschoal.

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Feira

Entre 29 de novembro e 1 de dezembro, será realizada a 2.ª Feira Secovi Condomínios, no Centro de Exposições Imigrantes, na rodovia dos Imigrantes, quilômetro 1,5, em São Paulo. A visitação é gratuita. Quinta e sexta, o horário de funcionamento é das 13h às 20h. No sábado, a feira será das 10h às 17h.

O evento reunirá as novidades em produtos e serviços para o mercado de condomínios. O ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega fará a palestra de abertura “Perspectivas da Economia Brasileira e do Mercado Imobiliário”, na quinta-feira, dia 29, às 10h30.