10 de julho de 2026
Internacional

Polícia paquistanesa cerca campi para evitar protesto de universitários

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Islamabad - A classe média moderada, que apoiou ou se calou sobre o golpe de 1999, cansou. “Nunca participei de atividades políticas. Não sou membro de partido ou setor religioso. Mas basta: está ficando sem sentido ser paquistanês. Não somos livres”, disse à reportagem Umayr Hassan, 24 anos, professor e ex-aluno da Fundação para o Progresso Científico e Tecnológico, palco de atos de resistência que pululam nas universidades.

No país onde mais de 1.000 pessoas morreram desde julho em atos ligados à insurgência de grupos fundamentalistas, a polícia parece determinada a extinguir todo foco de resistência pacífica. Em Lahore, segunda cidade paquistanesa, policiais cercam campi, pressionando estudantes a delatar líderes.

“Mal era um protesto; seria um ensaio do ato planejado para sexta. Não mais que 50 alunos e professores participavam. Começamos carregando cartazes em silêncio. Depois alguns alunos cantaram slogans. Sequer esperávamos ser ouvidos: só sabíamos que aquilo precisava ser feito”, relata Hassan, sobre ato que resultou em cerco militar à fundação em que dá leciona, na última quarta-feira.