09 de julho de 2026
Internacional

Finlandês que matou oito em escola era aluno acima da média

Folhapress
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Tuusula - Enquanto a Finlândia velava ontem os mortos do massacre na Escola Jokela, em Tuusula, a polícia juntava informações sobre o assassino, Pekka-Eric Auvinen, 18 anos, estudante local. Auvinen, que anteontem matou oito pessoas, além de a si próprio, com uma pistola calibre .22, tomava antidepressivos e foi descrito como um aluno acima da média e interessado por história, principalmente por revoluções.

Os alunos da Jokela contaram que, enquanto Auvinen passava pelas classes atirando, gritava frases como “É o inferno; a revolução!”. O jovem, que deu um tiro na própria cabeça, não escondia sua simpatia por figuras como Hitler e Stálin, disseram companheiros seus.

Os policiais dizem ter encontrado espalhados pelo colégio 69 cartuchos. As vítimas de Auvinen - a diretora e uma enfermeira da Jokela, além de uma aluna e cinco outros alunos - levaram tiros na cabeça e no tronco; algumas foram alvejadas até 20 vezes, outras menos.

Os policiais informaram anteontem que as vítimas foram escolhidas, ao que tudo indica, aleatoriamente. E acrescentaram que o estudante deve ter tentado atear fogo à escola, dado que foi encontrado líquido inflamável jogado no segundo andar.

De acordo com o detetive superintendente Tero Haapala, Auvinen era às vezes importunado por outros alunos da Jokela, mas isso não é suficiente para determinar exatamente a motivação dos assassinatos.

Auvinen deixou no site YouTube, já na manhã de anteontem, um suposto cronograma do ataque que pretendia fazer. Havia passagens como “objetivo: Escola Jokela, alunos e professores, sociedade, humanidade, raça humana; tipo de ataque: assassinato em massa”.

Num vídeo anterior, dizia que só lhe restavam “duas opções: continuar tomando pastilhas (supostamente os antidepressivos)” ou usar a arma. A polícia encontrou em sua casa uma nota de suicídio, na qual se despedia da família, com a qual morava, sendo ele o filho mais velho. Detalhes do bilhete não foram divulgados. Membro de um clube de tiro, Pekka-Eric Auvinen comprara sua arma legalmente.

Ontem cidadãos de Tuusula deixavam velas diante da Escola Jokela, ainda fechada para os trabalhos da polícia. A presidente da Finlândia, Tarja Halonen, afirmou que o dia era de pesar para a toda a nação.