11 de julho de 2026
Polícia

No grito, morador da Bela Vista impede assalto a idosa

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Numa época em que a sensação de insegurança faz as pessoas se trancarem em casa e a desconfiar de qualquer coisa, chega a ser difícil encontrar um cidadão comum disposto a colocar a vida em risco por outra pessoa. Anteontem, no Jardim Bela Vista, um bauruense deu o exemplo ao evitar que sua vizinha fosse assaltada.

Na tarde da quinta-feira, uma mulher de 87 anos foi amarrada e amordaçada por três rapazes que tentaram assaltar sua residência, na rua Rui Barbosa. Um garoto percebeu a ação e correu para chamar ajuda. Jurandir Cunha Calixto, 62 anos, saiu correndo até a casa da vizinha, gritando “pega ladrão!”. Assustados, os rapazes fugiram. Apesar de ter impedido a violência contra a idosa, para Calixto, o verdadeiro herói da história foi o menino, que o avisou do assalto.

Era por volta das 14h, quando uma mulher bateu palmas na casa de Catarina Miguel Gonçalves, 87 anos. Ela pediu um copo com água para a idosa. Depois de beber, pediu outro. Quando Catarina foi entregar o segundo copo de água para a mulher, três rapazes encapuzados, um deles armado com um revólver cromado, apareceram e a amordaçaram dentro de sua casa. A mulher fugiu.

“Eles reviraram a casa toda: gavetas, colchão, atrás de dinheiro. Mas graças ao senhor Jurandir, eles levaram só duas tesouras”, conta Catarina, que, apesar do susto, não sofreu ferimentos. Calixto estava num bar próximo à casa, quando foi alertado por um garoto. “Saí correndo até a casa da dona Catarina gritando pega ladrão”, conta.

Assustado, o trio acabou fugindo. Calixto continuou correndo atrás dos rapazes. De acordo com o registrado em boletim de ocorrência, dois deles pularam um muro. Um terceiro golpeou o homem com uma coronhada na nuca. “Nem sabia que um deles estava armado. Conheço a dona Catarina há 40 anos e tive que ir até lá para ajudar”, afirma.

“Nesses casos, você não pode ficar inerte”, diz Calixto. “Numa época em que todo mundo se tranca atrás das grades das próprias casas, alguém tem que tomar uma atitude. Eu fiz a minha parte. Se cada um fizesse a sua, seria diferente”, avalia.

Apesar de ter feito os assaltantes fugirem, Calixto não considera o seu ato heróico. “Para mim, o garoto que me chamou é o verdadeiro herói. Por causa do seu alerta, a dona Catarina não foi assaltada”, destaca.

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Como foi

• Três pessoas encapuzadas invadem a casa de Catarina Miguel Gonçalves, 84 anos. Eles amordaçam a idosa e começam a revirar o imóvel

• Um garoto vê a ação e corre até um bar para pedir ajuda. Jurandir Cunha Calixto, 62 anos, sai em direção à casa de dona Catarina, gritando “pega ladrão”

• Assustado, o trio deixa a casa da idosa. Calixto vai atrás deles, mas enquanto dois pulam um muro, o terceiro lhe golpeia a cabeça com uma coronhada. O trio não conseguiu roubar nada