No dia de seu aniversário de 50 anos, o tucano Caio Coube diz que não recebe como “presente”, mas como desafio, a missão de ser o futuro candidato a prefeito do PSDB na eleição de 2008. A Executiva Municipal do partido também decidiu que a chapa de vereadores terá aliança somente com o PT do B. A decisão aprovada ontem não inviabiliza outras coligações, mas se elas ocorreram, a alternativa será a de compor grupo separado para a disputa ao Legislativo.
Com as desistências do vereador Marcelo Borges e do apoio do também pré-candidato coronel Elizeu Eclair Teixeira Borges, o empresário disse que aceita ir para a disputa “como uma ação de responsabilidade e comprometimento com a cidade, que precisa ver mudado esse modelo público do passado, que está exaurido. Aceito com o desafio de oferecer e implantar um novo modelo de gestão, o da eficiência, de resultados, com choque de produtividade e de gestão ao que está defasado”.
Para tanto, Caio Coube pediu que o PSDB se una na busca por apoios e votos junto aos diferentes segmentos locais. “Temos uma conexão fundamental com o governo estadual para buscar os investimentos capazes de resolver os problemas de Bauru. Mas eu conto com o apoio dos companheiros porque é preciso união e grupo para ter condições de vencer a eleição em 2008”, enfatizou.
Ele advertiu que o “sensato era não entrar na briga pelo poder, porque temos uma cidade com orçamento defasado, comprometido com custeio e pagamento de dívidas. Mas eu aceito o desafio e não estou aqui por vaidade, porque é só ver a penúria da prefeitura para ver que não é por vontade pessoal, mas para enfrentar as dificuldades. O setor privado está superando os desafios. Temos de fazer isso na prefeitura”, completou Caio.
Sobre alianças, durante a reunião da Executiva tucana ontem foi decidido que a chapa proporcional será fechada com o PSDB e o PT do B, que vai indicar dois ou três nomes. O partido decidiu não abrir aliança na proporcional com outras legendas, mesmo com o apelo do deputado estadual Pedro Tobias: “Ainda é muito cedo e isso pode inviabilizar alguma negociação na frente”, disse.
Mas os tucanos lembraram que a chapa do PSDB tem lista completa de nomes e qualquer aliança com outro partido não será discutida em relação à disputa à vereança, mas com possibilidade de formação de outra frente, com chapa própria composta por outra legendas em apoio a Caio.
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Falha de comunicação
Os tucanos criticaram, durante a reunião de ontem, que a área de Administração Penitenciária (SAP) do governo do Estado errou e não soube conduzir o processo de implantação do regime semi-aberto em duas penitenciárias em Bauru.
O coronel e ex-comandante da PM Elizeu Eclair Teixeira Borges, foi o mais enfático nas críticas à SAP. “A falha na comunicação foi gritante, foi horrível e precisa corrigir. Foi péssimo implantar a abertura de vagas sem explicar. Isso alimentou a preocupação da comunidade sem necessidade e os discursos corporativos e políticos”, apontou Eclair.
Ele salientou que a mudança de regime, do fechado para semi-aberto, nas penitenciárias I e II de Bauru será provisória. “São penitenciárias construídas com celas e não como pavilhão, como exige o semi-aberto. A SAP falhou ao não explicar isso desde o início. O preso no semi-aberto fica pouco tempo cumprindo pena e a progressão para crime hediondo aceita pelo Supremo (STF) aliada a necessidade de abertura de 4 mil vagas exigiu as mudanças, mas é alternativa e provisória. Não é definitivo”, disse.
Segundo ele, “as penitenciárias de Bauru vão voltar a funcionar no regime fechado depois. O Estado vai construir 44 novas unidades a partir de 2008 e seis serão para o semi-aberto. Esta medida foi para garantir que os presos listados pelo Judiciário não fossem para as ruas, para manter cumprindo pena e não haviam vagas. O Estado foi péssimo na comunicação”, pontuou.