08 de julho de 2026
Geral

Libaneses celebram independência

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 3 min

No dia 22 de novembro, a colônia libanesa de Bauru irá comemorar o Dia Nacional do Líbano com uma grande festa. A data é relembrada anualmente por descendentes de todo o mundo porque representa o marco da independência do país, que deixou de ser dominado pela França há 64 anos. Para celebrar este dia, a comunidade libanesa em Bauru, estimada em cerca de 500 famílias, irá promover um jantar que promete muita animação e um cardápio variado.

O evento, organizado pelo Clube Monte Líbano de Bauru, será realizado no salão Cristal do Quality Suites Garden Hotel, onde libaneses, descendentes e brasileiros poderão se sentir mais próximos do Oriente Médio.

Na mesma noite, haverá também uma apresentação de dabke, dança folclórica milenar do Líbano, e shows com os cantores libaneses Samil Hanna, artista bastante famoso na comunidade árabe, e Sonia Attieh. E, para enaltecer o papel desempenhado por representantes da colônia na cidade e região, serão feitas homenagens ao empresário Georges Assad Azar, de Bariri, e ao médico Rubens Emil Cury, subsecretário da Casa Civil do governo do Estado de São Paulo.

O evento tem a intenção de preservar a cultura árabe e relembrar um acontecimento histórico considerado importante pela colônia libanesa. Segundo Hecmet Farha, membro do Clube Monte Líbano, diferentemente da colônia japonesa, por exemplo, não existe uma data que marque o início da imigração dos libaneses no Brasil.

Em Bauru, os primeiros a chegarem vieram do sul do Líbano para trabalhar como comerciantes e mascates entre o final do século 19 e início do século 20, nos primeiros anos de fundação da cidade. “Trabalhávamos na cidade e íamos para o sítio para vender as mercadorias, levando notícias da cidade para a lavoura e vice-versa. Era o único meio de informação que existia naquela época”, lembra Farha.

Em pouco tempo, o libaneses se integraram com a população local e passaram a fazer parte da história de Bauru. Atualmente, eles estão representados nos mais variados setores da economia da cidade, como construção civil, comércio e clubes de serviço.

No Brasil todo, existem 8 milhões de libaneses e descendentes, o que representa a maior concentração dessa colônia em todo o mundo. “O libanês se sente muito bem acolhido aqui no Brasil, que é um país cativante. Há uma ligação maravilhosa entre os libaneses e o Brasil”, observa o presidente do clube, Massaad Kalim Massaad.

História

O Líbano é um pequeno país do Médio Oriente. A costa oeste, de cerca de 220 quilômetros de extensão, é pelo Mar Mediterrâneo. Na costa leste estende-se uma vasta cadeia montanhosa com pontos que chegam a mais de 3 mil metros de altitude. Ao sul faz fronteira com Israel e ao norte e a leste, com a Síria. Sua capital e maior cidade é Beirute.

A história do país se inicia por volta de 3.000 antes de Cristo, quando os fenícios se estabeleceram na região onde hoje está localizado o Líbano. Esse povo é conhecido por ter sido hábil no comércio, na navegação e por ter inventado o alfabeto, usado para facilitar a comunicação durante as transações comerciais.

Por milhares de anos o Líbano foi independente. Em 333 a.C., o imperador grego Alexandre, o Grande, conquista a região. Em 64 a.C. ela passa para o domínio dos romanos. No ano 636, os árabes passam a ocupar o território. De 1516 a 1914 o Líbano é governado pela civilização otomana, relembrada por práticas cruéis. Logo após, tem início o chamado Protetorado Francês, que durou até 1943, ano da independência do país.

As adesões para o jantar em comemoração ao Dia Nacional do Líbano já estão à venda na Rochedo Presentes (3234-5344), Empório Árabe (3234-3435) e Pedágio (3223-5857).