Mandrake começa a andar com “pernas próprias”. A expressão usada por um dos diretor da série homônima, José Henrique Fonseca (co-direção com André Barros), sinaliza que o lançamento dos próximos cinco episódios, no canal pago HBO, a partir de hoje às 22h, traça mudanças no perfil do protagonista.
O advogado investigador, herói noir vivido por Marcos Palmeira, estaria “cada vez mais distante” da obra de Rubem Fonseca. Os primeiros oito episódios, lançados em 2005, recorriam a histórias escritas pelo autor mineiro - o conto “Mandrake” foi apenas uma das fontes. Agora os roteiristas, José Henrique, Felipe Braga e Tony Bellotto, deixam os originais um pouco de lado. “Trazemos questões que não eram comuns nos anos 60, quando o personagem foi criado”, diz Fonseca.
Para Marcos Palmeira, a evolução deriva de uma certa liberdade artística. “Na HBO, nunca ouvimos, ‘não pode’. Na Globo também não (pigarros), mas havia uma censura auto-imposta na hora de falar sobre homossexualismo, por exemplo.”
Com o lançamento dos cinco novos episódios, a produção da HBO (parceria com a Conspiração Filmes) fecha a série no modelo de 13 episódios já determinado para outros seriados. Se vai haver uma nova temporada? O vice-presidente de produção da HBO, Luis Peraza, responde. “Por enquanto vamos fechar uma série para o mercado internacional.”
O nono episódio, “Brasília”, leva a trama para o Distrito Federal, onde Mandrake investiga o sumiço de uma prostituta. O episódio convoca para o elenco Cacá Carvalho, reafirmando a estratégia de participações especiais. Até o 13º capítulo, há passagem de Bruna Lombardi, Gracindo Júnior e Alexandre Frota, entre outros.