Os militantes do Partido Socialista Brasileiro (PSB) de Bauru avaliaram, em reunião realizada anteontem na sede do Sindicato dos Frentistas de Bauru e Região, que a eleição municipal de 2008 está longe de ser considerada como já definida. Os militantes também apostam na formação de grupo com condições de eleger representante ao Legislativo e descartam o papel de mero coadjuvante no processo local.
Estas foram algumas das questões discutidas por filiados e pré-candidatos a vereador no encontro em que a direção do PSB fez a primeira discussão de diretório já contando com as presenças de novos filiados, como os vindos de legendas como o PSOL.
No encontro, filiados criticaram o que chamam de “clima antecipado de já ganhou em favor de um candidato em Bauru”. Sem fazer referência a nenhum nome, os militantes do PSB rejeitaram a tese e advertiram que a “esquerda tem de se organizar para ter condições de se apresentar como alternativa na disputa de 2008”. Os militantes do PSB consideram que a legenda tem condições de não ser coadjuvante no processo.
O presidente municipal do partido, Pedro Romualdo, também aproveitou o encontro para colocar em pauta a discussão sobre a epidemia de dengue no Município. Para tanto, foi convidado Sebastião Pereira da Silva, pesquisador autônomo de experimento que tem como principal objetivo eliminar o ciclo de procriação de mosquitos, sobretudo o que dissemina a dengue, o Aedes aegypt. Ele não é filiado ao partido, mas aceitou discutir o assunto como convidado.
Sebastião Pereira criticou a proposta da administração municipal de contratar serviço de monitoramento eletrônico das fêmeas do mosquito, conforme antecipado pelo JC nesta semana. Em sua visão, as armadilhas de plástico desenvolvidas com o uso de ferormônios para atrair e capturar as fêmeas do mosquito Aedes não serão eficazes no combate à doença. “Não funciona usar essas armadilhas. Vai até prender algumas fêmeas, mas só via servir como estatística porque isso não funciona como método de combate à deonça de ação para exterminar a procriação do mosquito desde as larvas”, abordou Pereira.
Ele defende um experimento pessoal que pode levar à eliminação dos mosquitos ou impedir a sobrevivência de larvas a partir da aplicação de um produto com funções fitosanitárias. “Não é prejudicial aos seres humanos e nem às plantas. A prefeitura não está me ouvindo, mas funciona e muito. Eu uso um processo de sublimação do anidridomeleico que sofre ação quando passa por pressão. Não mata a planta, pode aplicar, eu tenho laboratório a céu aberto na empresa. O produto inibe o mosquito e como não é solúvel em água, permanece na planta por vários meses, o mosquito não consegue sobreviver”, comentou Pereira.
Ele defende que a administração municipal pelo menos experimente seu método em forma de laboratório em escala controlada para comprovar a eficácia. A Secretaria Municipal de Saúde orientou que Pereira apresente o experimento junto à regional da Sucem, em Marília, para avaliação do princípio e da sua aplicação. Segundo a pasta, este é o procedimento regular para avaliação de questões do gênero junto a órgãos oficiais.