09 de julho de 2026
Polícia

Novos presidiários da P1 e P2 devem chegar em 18 dias

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Os primeiros reeducandos de regime semi-aberto, que deverão ocupar as Penitenciárias 1 e 2 de Bauru, devem chegar no dia 1 de dezembro. Informações do Sindicato dos Servidores Públicos do Sistema Penitenciário Paulista (Sindcop) indicam que a expectativa é que na data, cerca de mil detentos do semi-aberto cheguem às unidades prisionais. A sociedade bauruense ainda se manifesta contra a alteração do regime, organizando uma audiência pública para debater a determinação do Estado.

Dos 1,8 mil presidiários que ocupavam as penitenciárias da cidade, dois terços já foram transferidos. As unidades prisionais de Guareí (180 quilômetros de Bauru) e Itirapina (136 quilômetros de Bauru) receberam a maioria dos detentos que estavam encarceirados em Bauru. Segundo o sindicato, ainda restam aproximadamente 190 pessoas na P1 e 600 na P2.

A expectativa é que até o dia 21 de novembro, o complexo das penitenciárias esteja vazio para que os novos mil detentos sejam instalados já no dia 1. Bauru deverá receber reeducandos que estejam cumprindo pena em regime semi-aberto de todo o Estado.

Até a alteração determinada pelo governo, Bauru já contava com uma unidade que abrigava homens neste regime. O Instituto Penal Agrícola (IPA) conta com aproximadamente1,3 mil reeducandos que cumprem a semiliberdade.

No dia 5 de novembro, quando começou a transferência dos presos das unidades da cidade, a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) divulgou nota à imprensa ressaltando que a transformação é temporária e que foi motivada pela carência de vagas neste tipo de regime no Estado.

Audiência

O comitê dos delegados do Plano Diretor Participativo de Bauru está organizando uma audiência pública para debater a alteração do regime das penitenciárias da cidade. Segundo representantes do comitê, a expectativa é organizar o debate para que a população de Bauru seja ouvida e opine a respeito da mudança imposta pelo governo estadual.

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Gilberto Truijo, destaca que a realização desta audiência seria a continuidade na luta da cidade contra esta alteração. “O regime semi-aberto é um direito do preso. Mas esta alteração foi imposta para a população bauruense”, avalia o advogado.