10 de julho de 2026
Polícia

Cerca de 200 trabalhadores de obra cobram salários atrasados

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 1 min

Cerca de 200 funcionários contratados pela construtora Benjamin Oliveira para realizar a reforma do depósito da Receita Federal em Bauru protestaram ontem em frente ao órgão reivindicando pagamento de salários atrasados, direitos trabalhistas e melhores condições de trabalho.

A maioria dos empregados está sob contrato de experiência, por prazos que variam de 30 a 90 dias. Além de não receberem os salários em dia, nenhum deles tem direito a vale-transporte, vale-alimentação ou cesta básica.

Além disso, a empresa não contribuiria com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). “Eu fui ver se tinham depositado alguma coisa na Previdência Social e não tinha nada. E ninguém dá explicação nenhuma sobre isso”, observa o pedreiro Ronaldo Roberto, 32 anos, que quebrou o braço direito ao cair de uma escada há 15 dias.

Os funcionários também reclamam da falta de segurança nas obras. “Não há equipamento de segurança para todo mundo, nem mesmo as ferramentas básicos de pedreiro, por exemplo, que a gente tem de trazer de casa”, conta o pedreiro Ademir Manga, 44 anos.

O delegado da Receita Federal, Luiz Anézio, falou rapidamente à imprensa e informou que para as obras de reforma foi aberto um processo licitatório, ganho pela empresa Teto Construtora. “A Teto subcontratou a Benjamin Oliveira para fazer este trabalho. Esta é uma obra terceirizada e isso que está acontecendo não tem nada a ver com a Receita”, disse. Ele ressaltou que entrou em contato com a Teto, que teria liberado o dinheiro para o pagamento dos empregados.

Ontem, a reportagem não conseguiu entrar em contato com a empresa.