Sabino - O último boletim de balneabilidade das praias paulistas, divulgado pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), indicou que a água da prainha de Sabino (137 quilômetros de Bauru) está imprópria para os banhistas. A prainha foi liberada recentemente para o banho depois de ficar vários meses interditada pelo órgão.
Conforme o JC divulgou há cerca de três semanas, a Cetesb havia sugerido à Secretaria de Saúde de Sabino que a prainha do município fosse liberada provisoriamente depois de ser considerada, por um período, imprópria para banhistas por estar tomada por algas.
No entanto, esta liberação corre o risco de não durar muito tempo pois, no último boletim de balneabilidade divulgado pela Cetesb, o local voltou a ser considerado impróprio para os banhistas. Isso não significa, porém, uma nova interdição da praia. O período de amostragem do boletim é entre os dias 9 de outubro a 6 de novembro.
“Nós já comunicamos (informalmente), a prefeitura de Sabino sobre a não recomendação do uso da praia até o próximo monitoramento”, avisa Alcides Tadeu Braga, gerente da Cetesb em Bauru. Segundo ele, a recomendação, por hora, vale para esta semana onde será feita nova análise na água entre quinta-feira e sexta-feira.
“Nós vamos comunicar formalmente o prefeito para não usar a praia durante esta semana. Normalmente, nós pedimos que a Secretaria de Saúde interdite depois do segundo comunicado, para ter certeza porque, às vezes, a coleta pode ter tido algum problema”, explica.
Apesar do resultado da amostragem, a geógrafa Carmen Lúcia Nidaglia, da Cetesb de São Paulo, lembra que não há motivo para interditar novamente a praia por enquanto. “Se deu imprópria uma vez não tem motivo nenhum para interditar porque ela pode se recuperar. Ela já pode estar melhor hoje, por exemplo”, comenta.
De acordo com Nidaglia, as amostras de água revelaram a presença de coliformes que, provavelmente, ocorre devido à descarga de esgotos na água. Apesar de este não ser o caso do município de Sabino, que trata o seu esgoto, a praia da cidade acaba sendo prejudicada devido ao escoamento dos esgotos de outros municípios pela calha do rio.
Braga lembra que o período de maiores problemas nas praias, geralmente, ocorre no verão onde há maior proliferação de algas devido ao fenômeno da fotossíntese. “Com relação a esta chuva, pegou a gente de surpresa porque acreditávamos que somente no verão ela (a prainha de Sabino) voltaria a estar imprópria, porque daí teria o fenômeno da fotossíntese, com as algas. É um período que dá maiores problemas”, confirma o gerente da Cetesb.