09 de julho de 2026
Nacional

Explosão em posto deixa frentista gravemente ferido após abrir celular

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - Um frentista ficou gravemente ferido após a explosão em um posto de combustível, em Pinheiros (zona oeste de SP), na madrugada de ontem. O acidente, segundo testemunhas, ocorreu quando o funcionário do posto abriu o celular enquanto ajudava a descarregar 15 mil litros de combustível.

O frentista Carlos Roberto dos Santos, 45 anos, ficou com 76% do corpo queimado e está internado em estado grave. Ainda não é possível explicar a causa do acidente. A polícia investiga a possibilidade de que gases emitidos pelo combustível tenham entrado em contato com uma faísca liberada pelo celular e causado a explosão.

Segundo o dono do posto, Osvaldo Lopes, o frentista - que estava em cima do caminhão - abriu o celular no momento em que ajudava a descarregar o combustível. Lopes diz que imagens das câmeras de TV do posto mostram o momento em que Santos teria pegado o telefone do bolso. A reportagem não teve acesso às imagens. Uma lei municipal, de outubro de 2002, proíbe o uso de celulares em postos de gasolina em São Paulo.

Parte do forro de plástico do teto do posto queimou, afetando as instalações elétricas. Uma das bombas de gasolina foi interditada pela prefeitura. Moradores relataram que o motor do caminhão estava ligado no momento do acidente. Antes de chegar ao posto, o veículo teria “morrido” e tinha dificuldades para pegar. A Shell nega que o caminhão estivesse ligado na hora do descarregamento e que tivesse algum problema mecânico.

O posto funciona no mesmo local há 30 anos, no cruzamento das ruas Lisboa e Arthur Azevedo, e havia sido vistoriado em 19 de setembro. Entre outros problemas, o Contru verificou que faltavam sinalizações de “não fumar” no local.

De acordo com o engenheiro Anthony Brown, o celular pode ter realmente causado o acidente. “O aparelho pode gerar faísca quando é ligado”, afirma. Brown é membro de um grupo da USP que estuda explosões. Mas Paulo Portela, professor de engenharia elétrica da Universidade de Brasília (UnB), diz que a possibilidade é remota. “A corrente elétrica liberada pela bateria é mínima”, afirma. A Nokia, fabricante do aparelho, disse que é impossível um celular provocar uma explosão. As investigações devem ser concluídas em 30 dias.