08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Esclarecimento à comunidade


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Comentário sobre as cartas de Antonio S. Sanches (“Um lamento”, de 21/10/2007) e de Kátia Fernandez B. Castilho (“Dois lamentos, de 17/11/2007”). Em primeiro lugar, gostaríamos de agradecer a preocupação dos missivistas com as áreas de preservação da Unesp, câmpus de Bauru. A área do câmpus é de 456 hectares, dos quais cerca de 387,2 hectares, são áreas de reserva ambiental já averbada. Neste espaço que se incorpora ao Parque Tenry e ao Zoológico Municipal não se derruba uma árvore sequer, pelo contrário, já conseguimos um montante expressivo de recursos com vigilância, manutenção e processos judiciários para a retirada de posseiros da reserva. É preciso esclarecer que muita área de vegetação ao redor do Câmpus é de propriedade de particulares e que temos buscando estabelecer parcerias, como, por exemplo, do Instituto Vidágua, para assegurar a preservação de toda a área ao redor da Unesp. O senhor Antônio e a senhora Kátia, assim como outros interessados, estão convidados a somar forças conosco para a preservação desta importante área de cerrado.

Em segundo lugar, nas nossas construções no câmpus, já há projetos de verticalização em curso, como os laboratórios de ciências biológicas. As áreas desmatadas restringem-se a um recuo de, no máximo, três metros dos prédios a serem edificados, até porque a mata próxima assegura conforto térmico em seu interior.

Todas as áreas desmatadas somente são autorizadas pela Divisão de Proteção de Recursos Naturais-DPRN, porque o órgão reconhece o esforço de preservação da área de reserva ambiental do câmpus.

E, para finalizar, senhora Kátia, vale esclarecer que 38% dos alunos da Unesp são egressos de escolas públicas e, portanto, necessitam, sim, de auxílio para permanência na universidade.

Henrique Luiz Monteiro - professor-doutor e presidente do Grupo Administrativo do câmpus da Unesp-Bauru