Difundir entre os educadores a influência da história do continente africano na história e cultura brasileira. Com essa perspectiva, a Oficina Cultural Regional “Glauco Pinto de Moraes” promove a palestra “África e Brasil: duas faces de uma mesma moeda”, amanhã. O evento tem como público-alvo educadores, participantes de organizações não-governamentais (ONG) e pessoas interessadas no tema.
Uma lei aprovada em 2003 determina que nas escolas de ensino fundamental e médio da rede pública e particular a história da África seja ensinada a todos os alunos. Essa decisão foi baseada na grande contribuição do continente africano na construção da sociedade brasileira. Para subsidiar professores sobre o tema, a Oficina Cultural oferece a palestra, também pelo Dia da Consciência Negra, celebrado ontem.
A palestra será ministrada pelo professor Edilson Marques da Silva, mestre em comunicação social, graduado em teologia e em relações públicas. Ministra diversas disciplinas na Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru. Ele destaca que o Brasil é o segundo maior País do mundo em população negra, ficando atrás apenas da Nigéria. “É maior que Angola, Moçambique e África do Sul”, conta. “Daí a importância dessa lei e inclusão disso no currículo escolar”, avalia o professor.
Apesar de aprovada, a lei ainda não foi implementada. Uma das dificuldades, aponta Silva, é a falta de material didático sobre o tema. “Temos que qualificar os professores, produzir o material didático e depois avaliar o processo”, observa.
A palestra irá abordar desde a origem do homem, a formação das primeiras civilizações do mundo no Egito e Etiópia, entre outros.
• Serviço
Palestra “África e Brasil: duas faces de uma mesma moeda”. Coordenação: Edilson Marques da Silva. Amanhã, das 19h às 21h30, na Oficina Cultural Regional “Glauco Pinto de Moraes”, rua Amazonas,1-41.