09 de julho de 2026
Nacional

Acusado de extorquir padre Júlio movimentou R$ 343 mil sem declarar

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - A Polícia Civil diz ter descoberto que o ex-interno da antiga Febem Anderson Batista, 25 anos, movimentou R$ 343,6 mil no comércio de veículos não declarados ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran) nem à Receita Federal. A conclusão surgiu após depoimentos de dois donos de concessionárias em São José dos Campos (91 quilômetros de SP), ontem.

Indiciado pelo crime de extorsão de dinheiro do padre Júlio Lancelotti, 58 anos, o ex-interno também será acusado por lavagem de dinheiro pela polícia. O novo indiciamento vai ocorrer nos próximos dias. O ex-interno é investigado junto com a mulher - Conceição Eletério, 44 anos - por enriquecimento ilícito, segundo a polícia.

O fato de Batista ter comprado sete carros de luxo pagos com dinheiro - uma caminhonete Hilux (R$ 80 mil), um Honda Civic (R$ 43,6 mil), uma picape Nissan 2003 (R$ 65 mil), um Astra (R$ 35 mil), um Audi A3 (entregou o Astra mais R$ 20 mil), um Meriva (R$ 35 mil) e uma Pajero (R$ 65 mil) -, durante período em que não declarou à Receita rendimentos nem transações financeiras, é indício de tentativa de lavar dinheiro ilegal, afirma a 5.ª Delegacia Seccional Leste. Batista e a mulher também são suspeitos de integrarem uma quadrilha que simulava roubos de veículos na Capital para obter o dinheiro do seguro. A mulher de Batista também é acusada de ter dois pontos-de-venda de drogas na Capital.

Ontem, Sinval Tolentino Leite, gerente da loja Point Car, de São José dos Campos, confirmou à polícia ter vendido quatro carros a Batista entre fevereiro de 2005 e julho deste ano. Dois deles foram revendidos pelo ex-interno na mesma concessionária - o Meriva foi usado por Batista durante apenas 12 dias antes de ser revendido na Point Car. O gerente nega ter cometido qualquer ilegalidade.