08 de julho de 2026
Geral

Grupo quer discutir semi-aberto

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Esclarecer todas as dúvidas da população bauruense sobre a mudança do regime das penitenciárias em Bauru. Com esse objetivo, o Comitê de Mobilização do Plano Diretor Participativo está se mobilizando para viabilizar uma audiência pública envolvendo a sociedade.

Ontem, os representantes do grupo João Oferni Primo e Inês Ferreira, do Sindicato dos Servidores Públicos do Sistema Penitenciário Paulista (Sindcop), o engenheiro José Heraldo Raymundo, o ambientalista Kláudio Coffani Nunes, o consultor Pedro Grava Zanotelli, José Xaides de Sampaio Alves, do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Estadual Paulista, o engenheiro José Cabral e Chistopher Davis, procuraram o Jornal da Cidade para divulgar o movimento.

“Muito da ansiedade da população poderia ser esclarecido com a audiência”, observa Raymundo. O grupo criticou a forma como o governo estadual impôs a alteração do regime fechado para o semi-aberto nas unidades prisionais de Bauru. “A forma como a ação foi feita mostra um vício com o passado. Definir desta forma, sem a participação da sociedade, mostra um estado atrasado, autoritário. Impuseram isso a Bauru sem análise, sem transparência”, avalia Alves.

Já Primo, presidente do Sindcop, avalia que o prédio das unidades não comportaria a demanda que deverá receber. “A P1 e a P2 estavam com quase o dobro da capacidade. O Instituto Penal Agrícola (IPA), que tem condições para 600 homens, está com 1,3 mil em condições precaríssimas de acomodação e higiene”, relata.

Eles destacam que o impacto da alteração do regime será muito grande para a infra-estrutura econômica, de amparo social e da rede de saúde da cidade. “Pela inércia dos poderes políticos, esse grupo está se unindo para provocar os poderes constituídos e adotar uma estratégia”, observa Alves. Para dirimir todas as dúvidas, o grupo busca a realização da audiência pública. “Uma com a presença da população, participativa. Com isso, poderemos aliviar esta angústia que está em Bauru”, destaca Raymundo.

A audiência ainda não foi marcada, mas já contaria com o apoio de alguns vereadores.

Na avaliação do grupo, caso o Plano Diretor Participativo - que há mais de um ano tramita no Legislativo - já tivesse sido votado e aprovado, a mudança de regime das Penitenciárias 1 e 2 de Bauru poderia ter outro impacto na cidade. “Caso o Plano Diretor já estivesse aprovado, o governo teria que ter realizado o estudo do impacto de vizinhança, social e ambiental dessa mudança”, observa Raymundo.